Política
MUNICÍPIOS DO SERTÃO SE ADEQUAM À MUDANÇA DE FASE
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O anúncio de que o sertão passa para a fase amarela reacende a esperança de que o comércio e atividade comercial em geral possam ajudar a economia na reta final do ano. Ao mesmo tempo sugere que a Covid-19 está caminhando para um controle maior, porém, sem descuido de comerciantes e dos consumidores.
Para a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeita Pauline Pereira, o mais importante é que os gestores estão conscientes de que precisam continuar atuando para que não haja descontrole dos números. Tudo dependerá dos novos dados que serão coletados a partir de agora a fim de que não ocorra nenhum tipo de retrocesso.
“Já estamos com uma diminuição nos números de casos, mas ainda é necessário ter cautela por parte da população, dos municípios e do comércio em relação à mudança de fases. É preciso responsabilidade de todos para que não haja uma segunda onda da doença”, diz.
Como todo o processo de suspensão levou em conta a análise dos números e controle que vinha sendo feito pelo governador Renan Filho (MDB), juntamente com técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), além da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a presidente destacou que a união também foi fundamental.
“Durante esse período foi muito importante o diálogo com o governador Renan Filho desde o começo da pandemia, assim como os investimentos em saúde, como o aumento de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por todo o estado, possibilitando que os municípios fossem evoluindo de fase”, diz.
A mudança de fase coincidiu também com a divulgação de uma ampla pesquisa feita pela Fecomércio sobre a expectativa do setor, em todo o Estado e não apenas no sertão. Na prática, para os comerciantes em geral, o fato de poder voltar a negociar já é algo que pode fazer a diferença no dia a dia dos negócios.
“Isso não significa que as vendas acompanhem o otimismo da reabertura, embora em alguns segmentos tenham havido aumento durante a pandemia. Porém, ainda que as vendas estejam menores, é bem melhor que ficar pouco mais de três meses com as portas fechadas”, disse o presidente da entidade, Wilton Lima.
Na prática, durante o período de inatividade, a Fecomércio acredita que a perda por mês foi de R$ 1,6 bilhão. Tirar essa diferença nos próximos meses, mesmo reconhecendo o apelo comercial de dezembro, não deve superar os números negativos.