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INSTITUTO DO ESQUEMA QUE DERRUBOU WITZEL OPERAVA EM ALAGOAS

Organização Social Instituto Diva Alves do Brasil (IDAB) já foi responsável pela administração de UPAs no interior do estado

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Funcionário do Instituto Diva Alves carrega caminhão com colchonetes para serem doados no interior de Alagoas
Funcionário do Instituto Diva Alves carrega caminhão com colchonetes para serem doados no interior de Alagoas -

Na semana passada, durante a Operação This Is idem (Três do mesmo, em latim), que afastou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por má gestão de recurso da saúde teve um desdobramento em Alagoas. As buscas feitas pela Polícia Federal ocorreram na sede da Organização Social Instituto Diva Alves do Brasil (IDAB), em Jaraguá. O levantamento, porém, não teria relação com sua atividade no Estado, pois já havia se encerrado em 2019. Até onde apurou a reportagem da Gazeta, os agentes não enfrentaram dificuldades em ter acesso às informações determinadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. A maior parte dos serviços prestados acontecem no RJ: UPA Jacarepaguá, UPA Botafogo, UPA Copacabana, UPA Magé, UPA Queimados e UPA Duque de Caxias-Sapuraí e ainda no Parque Lafaiete. Todos os contratos de gestão estão publicados em site que, ao mesmo tempo que serve para divulgar atividades, também faz a prestação de contas. Em Alagoas, a OS IDAB administra e desenvolve trabalho social apenas em Cacimbinhas, porém, ainda mantém em seu site imagens de quando atuava na gestão da UPA de Delmiro Gouveia e Palmeira dos Índios. Antes de se tornar um dos alvos da PF no Estado, a IDAB já havia tido publicidade no período em que administrou a UPA de Delmiro Gouveia. O comando, porém, chegou ao fim em 2019 depois de alguns atrasos no repasse de pagamento para os funcionários. À época, o custo mensal de operação era de R$ 600 mil, sendo R$ 300 mil repassados pelo governo federal e o restante dividido pelo município, R$ 150 mil, e o governo do Estado com o restante - R$ 150 mil. No ano anterior, em 2018, o montante gerido pela OS foi de R$ 4,5 milhões (R$ 4.489.670,00). Quando anunciou o fechamento no ano seguinte, a OS garantiu todo o processo de transição diminuindo os efeitos de sua saída, até o momento em que o município passou a gerenciar a UPA. Mas, ainda assim, no mês de março de 2019 a unidade chegou a fechar as portas. Outra cidade que também já teve uma UPA gerida pela IDAB foi Palmeira dos Índios, na época em que a Secretaria Municipal de Saúde era comandada pela ex-secretária Kátia Born. Os serviços também chegaram ao fim e hoje o município também é o responsável pela gestão da unidade. Em Cacimbinhas, a última atividade divulgada foi a coordenação do Programa Gestante do Brasil, mas sem apresentar mais detalhes do seu desenvolvimento e se continua a comandá-lo. Ainda de acordo com as informações divulgadas na cidade existe uma sede social da OS.

A reportagem da Gazeta buscou contato com a entidade, mas o responsável para falar sobre a ação da Polícia Federal não se encontrava no local.

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