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EDUARDO PAES VIRA RÉU E É ALVO DE BUSCAS NO RIO

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) foi alvo nesta terça-feira (8) de buscas e apreensões em sua casa após se tornar réu sob acusação de caixa dois na campanha eleitoral de 2012. A Justiça Eleitoral aceitou denúncia do Ministério Público estadual que o acusa de corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A campanha de reeleição do ex-prefeito recebeu, segundo a denúncia, R$ 10,8 milhões não declarados em dinheiro vivo da Odebrecht. A ordem de busca foi expedida pelo juiz Flavio Itabaiana, da 204ª Zona Eleitoral. Ele era o reponsável pelo caso das supostas "rachadinhas" no gabinete do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), até o filho do presidente Jair Bolsonaro obter o direito ao foro especial. ?Paes, que foi eleito em 2008 e em 2012 pelo MDB, oficializou na última quarta (2) sua candidatura à prefeitura carioca pelo Democratas. Seu principal rival é o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Ele também chegou a concorrer ao governo do estado em 2018, mas perdeu no segundo turno para o governador afastado Wilson Witzel (PSC). Em nota, sua assessoria afirmou que ele está indignado com a denúncia às vésperas das eleições, que estão marcadas para 15 e 29 de novembro. "Eduardo Paes está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral -da mesma forma que ocorreu em 2018 nas eleições para o governo do estado. A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar", diz o comunicado. Mesmo com a denúncia, ele não está impedido de disputar o pleito, já que por enquanto não foi condenado em segunda instância. Paes também é réu em outro processo na Justiça Federal desde março deste ano, acusado de corrupção em obras da Olimpíada de 2016. O MP-RJ agora acusa Paes de ter recebido R$ 10,8 milhões em 2012, quando foi reeleito para o cargo. Também foi denunciado o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), coordenador da campanha do ex-prefeito. A denúncia tem como base a delação premiada de executivos da Odebrecht e de Renato Pereira, antigo marqueteiro do ex-prefeito. Há ainda provas independente que corroboram, segundo os promotores, os repasses de dinheiro vivo.

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