Política
Corr�a pede a Lula pressa na discuss�o acerca do Judici�rio
Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa, disse ter gostado do convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma solenidade no Planalto. Corrêa considerou ?simpático? o gesto do presidente, mas pediu pressa na discussão com o Executivo da proposta de reforma do Judiciário. Na solenidade foi sancionada uma lei que criou 269 novas varas da Justiça do Trabalho e 183 da Justiça Federal. Lula e Corrêa estão com as relações pessoais estremecidas desde a posse do ministro na presidência do STF, em maio deste ano. Lula fez o convite a Corrêa anteontem e ele só aceitou às 13h de ontem. De acordo com o relato feito pelo ministro, o presidente entrou e cumprimentou a todos. Em seguida Lula e Corrêa se dirigiram ao Salão Leste do Palácio do Planalto, local da solenidade. ?Eu nunca imaginei que não pudesse acontecer isso. Sorte que hoje (ontem)se realiza um encontro da mais alta importância. A gente deve colocar, como eu tenho falado, qualquer questão de natureza pessoal ou ideológica, abaixo da preocupação com o país, com a instituição. Foi um gesto de simpatia dele e está tudo bem?, disse Correia. No STF Apesar dos elogios e do clima positivo do encontro, que não foi a sós, Corrêa pediu a Lula pressa na definição da reunião que deverão fazer para discutir a reforma. O encontro, que deverá acontecer no STF, será precedido por um jantar para selar de vez a paz entre o Judiciário e o Planalto. Segundo o ministro, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) será o anfitrião. ?Agora espero que ele vá ao STF para darmos a partida concretamente a essa parceria que tem que ser feita. E espero que essa reunião nossa se realize o mais rápido possível. Porque não se pode esperar mais. O Brasil exige que haja uma reformulação da nossa legislação processual para que se evite a procrastinação nos julgamentos, sobretudo na parte penal?, declarou. Ao mencionar a reforma do Judiciário, Corrêa defendeu que sejam enviados para o Congresso, separadamente, os temas que forem consensuais. Quanto às questões sem consenso, como o controle externo do Judiciário, ele admitiu que os magistrados estão divididos, porém afirmou que é o Legislativo quem vai tomar a decisão final sobre o assunto.