Política
CANDIDATOS A PREFEITO APOSTAM NO ‘CORPO A CORPO’ VIRTUAL
Por causa dos riscos de contaminação pelo coronavírus, campanhas devem mesclar as ruas com as redes sociais
As articulações nos partidos e nos grupos políticos em torno das candidaturas a prefeito de Maceió estão a todo vapor por causa do período das convenções. Até o próximo dia 16, todos os nomes que entrarão, oficialmente, na disputa da sucessão no Executivo municipal estarão definidos e as estratégias de cada um deles montadas. De antemão, eles adiantam que apostam na comunicação pelas redes sociais para conquistar o voto do eleitor, sem dispensar o tradicional corpo a corpo.
Pelo calendário da Justiça Eleitoral, a campanha propriamente dita vai começar em 27 de setembro, data alterada devido à pandemia. Apesar do número de casos em declínio na capital, os concorrentes dizem adotar a prudência e investir no ambiente virtual, que já vinha sendo bastante explorado desde as eleições gerais de 2018. A tendência, segundo eles, é que a tecnologia facilite a difusão das propostas e os torne conhecidos mais rapidamente.
A Gazeta conversou com alguns pré-candidatos a prefeito da capital sobre a movimentação deles agora e as previsões para o início da campanha. Todos confessaram o receio em manter um ritmo frenético de agendas presenciais e falaram das prioridades até o dia da votação, que ocorre daqui a dois meses. O período de campanha, além de ser curto, exigirá mais criatividade dos candidatos. O ex-procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB), que terá o nome referendado à disputa na próxima terça-feira (15), adiantou que já a partir desta data serão definidas estratégias para o início da campanha, que está sendo coordenada pelo advogado e ex-presidente do Conselho Estadual de Segurança, Antônio Carlos Gouveia. O pré-candidato promete cumprir recomendações das autoridades de saúde durante os compromissos presenciais, mas que as atividades on-line serão intensificadas. “O país, e em Alagoas não é diferente, ainda vive o período de pandemia, mesmo com os índices em desaceleração. Por isso, vamos continuar mantendo todas as recomendações dos órgãos de saúde.
As agendas pontuais serão mantidas, por que o nosso objetivo é ouvir as pessoas e dialogar o máximo possível com todos os segmentos. Lives e redes sociais são ferramentas de comunicação que vão continuar sendo utilizadas, com a mesma finalidade de nos aproximar cada vez mais dos maceioenses”, afirmou Gaspar. Pré-candidato pelo Progressistas, o deputado estadual Davi Filho diz que se sente desafiado, nestas eleições, pelo distanciamento social, que restringe o contato com as pessoas, e por causa do encurtamento da campanha. Defende que o corpo a corpo, típico de períodos eleitorais, é indispensável, por isso, revela que não abrirá mão desta tradição, garantindo que vai permanecer com os cuidados necessários contra a Covid-19. A campanha dele é tocada pela profissional Karin Koshima.
“A redução dos casos em Maceió é uma boa notícia, mas não podemos esquecer que a pandemia ainda não se foi e o vírus continua produzindo vítimas, lamentavelmente. Quanto a campanha, pra mim se faz lá na rua, olho no olho. Pra quem não sai das quatro paredes, será mais fácil. Vamos agir com máxima responsabilidade, observando os protocolos de saúde, para superar e vencer as limitações do corpo a corpo, com a comunicação eletrônica e o amplo engajamento da militância pelas redes sociais”, destacou. João Henrique Caldas, do PSB, marcou a convenção para o dia 16. O deputado federal vai concorrer à prefeitura pela segunda vez e ressalta que a estratégia fundamental, para o momento, é criar os mecanismos de comunicação que permitam alcançar os eleitores.
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A campanha de JHC, gerida pelo advogado Herman Braga, terá como foco as redes sociais, sem deixar de lado o contato físico, como o político já vem fazendo antes mesmo da oficialização de seu nome. “Mesmo com o aparente controle da pandemia, o que, na minha visão, permitiria neste momento, inclusive, uma abertura ainda maior da economia, é fundamental manter as medidas sanitárias para preservar a saúde de todos os envolvidos no processo eleitoral, em especial os eleitores. Nesse sentido, embora não seja possível manter o trabalho de rua como gostaríamos e como fizemos em todas as nossas campanhas, desenvolveremos formas de resguardar a saúde e, ao mesmo tempo, manter a proximidade com a sociedade, sem intermediários, como temos feito durante toda nossa trajetória”, informou.