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“GESTÃO PÚBLICA SEGUE VELHA POLÍTICA”, AVALIA O SINDIFISCO

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“A política e a gestão pública em Alagoas seguem estilo da velha política com estrutura familiar e clientelismo paroquial nestes 203 anos de emancipação”. Quem avalia é o presidente do Sindicato dos Fiscais de Renda de Alagoas (Sindifisco), Irineu Torres, ao afirmar que o estado vive situação de “capitania hereditária”. “O poder político passa de pai para filho e a situação social da população desfavorecida não muda. Pelo contrário, piora. Agora, agravada pela recessão provocada pela pandemia do coronavírus”. Conhecedor da situação tributária do Executivo estadual, Irineu preservou os números por conta do sigilo fiscal. Mas disse que se não fossem as transferências federais, os programas sociais, o pagamento dos aposentados da Previdência, o auxílio emergencial, os salários dos servidores públicos [federais, estaduais e municipais], Alagoas estaria atravessando momentos dramáticos. “Os setores públicos, ao contrário dos outros estados que têm a base da economia na iniciativa privada, mantém o estado”.

As riquezas de Alagoas não mudaram a vida dos alagoanos, lamentou Irineu Torres, que com base em estatísticas oficiais destaca que quase metade da população vive em condições de extrema pobreza, com renda inferior a R$ 145. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma esta informação através dos dados da Síntese de Indicadores Sociais divulgada em novembro do ano passado. Entre os 27 estados, Alagoas está à frente apenas do Maranhão, onde 53% da população tem rendimento abaixo da linha da pobreza.

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