Política
DISPUTA PARA VEREADOR PASSA A SER “CADA UM POR SI”
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Parte de todos esses elementos são importantes não só para os majoritários, mas também os candidatos a vereador. É o que observa o cientista político e professor da Ufal, Ranulfo Paranhos, e o professor e pesquisador eleitoral, Marcelo Bastos.
Conforme ponderam, entre os candidatos a vereador a disputa é ainda mais complexa, porque com o fim das coligações terão que se constituir como efetivamente puxadores de votos para si. São mais de 600 candidaturas postas com a missão de conseguir, com a missão de angariar 17 mil votos para conseguir se elegerem.
De acordo com Ranulfo, as quatro maiores candidaturas naturalmente atraem candidatos fortes na “cabeça da chapa” e, por consequência, para concorrer aos cargos de vereador. Conforme lembrou, neste caso o MDB que tem Gaspar como candidato e oito vereadores com mandato pode levar certa vantagem em relação aos demais. A fórmula pronta também pode ser um “tiro no pé”, pois terão grandes nomes disputando vagas entre ambos.
“A campanha, neste momento em que se encontra, tem quatro grandes candidaturas, mas sendo que vejo que Cícero Almeida e Davi Filho podem ter dificuldades, pois podem atingir um teto de votos, com base nas últimas eleições, que não os coloque no 2° turno”, diz.
Para ele, há uma tendência própria da coligação que Davi Filho adote um discurso pró-governo federal, com o apoio do PP, partido de seu padrinho, o deputado Arthur Lira, que tem suas limitações na capital. Isto porque não é certo que haja transferência de voto do eleitor com base no que foi o pleito presidencial.
Por outro lado, a candidaturas de JHC - que tem Ronaldo Lessa como vice e está “mais vivo” na memória política do maceioense e do alagoano - até por ter sido prefeito e governador “isso possivelmente faça alguma diferença”, observa Ranulfo.
Quanto à candidatura de Alfredo Gaspar, que vive sua primeira experiência eleitoral, conta com a estrutura de um grande partido, além do apoio do governador Renan Filho (MDB) e do prefeito Rui Palmeira (sem partido).
“As duas máquinas estão com ele, mas ninguém sabe se Rui está disposto a colocar sua estrutura dentro de uma campanha, pelo menos não parece que fará isso. Por outro lado, a máquina do Estado essa sim, e uma figura política (Renan Filho) mais disposta e apta a fazer campanha”, observou Paranhos.
Nesse contexto, ele acredita que faz a diferença ter candidaturas a vereador com capacidade de influência nas regiões da cidade. Deste modo, o candidato majoritário se preocuparia com a conquista do eleitor a partir de propostas macro para o colégio eleitoral e, ao mesmo tempo, espalhados na cidade os vereadores complementando isso para suas respectivas candidaturas.
“A concorrência agora é dentro do partido. Se tem um grande puxador de votos, o candidato tem que ter seus próprios votos. Mesmo reconhecendo a força do MDB, acho que pode ser um ‘tiro no pé’, já que são todos concorrendo entre eles para conseguir valores muito altos, sem os votos dos ‘ex-poca urnas’. Agora, pode ocorrer também o fenômeno registrado em 2006 quando o PMN fez 11 deputados estaduais e foi um feito histórico naquela época. Olhando deste modo a capilaridade e diversificação dos vereadores pode ajudar Gaspar e quanto à força o MDB pode ser o de melhor desempenho”, acredita Ranulfo.