Política
PMDB volta a sonhar com a Prefeitura de Macei�
ARNALDO FERREIRA O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), nesta semana que se inicia, reavaliam suas estratégias para evitar novos desgastes políticos. O PMDB apresenta um fato novo na disputa eleitoral: o vereador e pastor João Luiz - líder espiritual dos evangélicos quadrangulares- admitiu que aceita disputar um candidatura majoritária. O PT e o PSB prometem novos fatos políticos para melhorar o perfil eleitoral em Maceió. O PSB saiu na frente e anunciou que o deputado federal Maurício Quintela será o secretário regional metropolitano e passa a assumir a pré-candidatura de prefeito. O lugar de Quintela será ocupado pelo presidente do diretório estadual, Jurandir Bóia, que é primeiro suplente da bancada federal da base socialista e assim se afasta da disputa. O PSB, curiosamente, já chegou a apresentar sete nomes de pré-candidatos à sucessão da prefeita Kátia Born: o do próprio governador Ronaldo Lessa, do vice-governador Luís Abílio, dos deputados federais Maurício Quintela e Givaldo Carimbão, de Jurandir Bóia, de Alberto Sexta-Feira e do vereador Marcos Vieira. Agora entrou no processo de afunilamento. O governador e o vice descartaram oficialmente as pré-candidaturas lançadas pelos socialista. Jurandir Bóia vai para Brasília. Os deputados Carimbão, Quintela, Sexta-Feira e o vereador Marcos Vieira fecharam a semana sustentando a frase: ?Sou pré-candidato a prefeito de Maceió?. Mas, internamente, a questão está polarizada entre o candidato do governador Ronaldo Lessa, Maurício Quintela, e o candidato da prefeita Kátia Born (PSB), o vice Sexta-Feira. Os outros dois candidatos sofreram sucessivos processos de desgaste. Mas ainda gozam da simpatia do governador e da prefeita. Porém, as chances deles são remotas. De qualquer forma, em dezembro haverá um afunilamento, para ficarem apenas três pré-candidatos. Em janeiro, o partido se fecha em duas candidaturas e deve escolher quem será o nome do PSB. PT A executiva municipal do PT deverá marcar uma reunião ainda para este mês, a fim de discutir o bate-boca e a baixaria, marcada pela troca de acusações graves entre o presidente do diretório estadual, Paulo Fernandes dos Santos- Paulão, o ex-presidente do partido, Joaquim Brito (hoje presidente da Companhia Energética de Alagoas - Ceal) e a senadora Heloísa Helena. A presidenta do diretório municipal, Cláudia Amaral considerou o bate-boca desnecessário, ?Houve uma sucessão de equívocos e a sociedade reprovou os ataques de todos os lados. Tudo isto foi muito ruim para o PT alagoano?, lamentou. A senadora, que é líder das pesquisas, demonstra não ter mais interesse em continuar no PT de Alagoas e nacionalmente sua situação é muito difícil, por causa das críticas ferozes que dispensa aos caciques José Dirceu (ministro da Casa Civil), José Genoíno (presidente do diretório nacional) e a Lula. Mesmo assim, o partido sustenta as pré-candidaturas dela, de Paulão, Angela Lopes e do sindicalista Reginaldo Cavalcanti. PMDB Já o Partido do Movimento Democrático Brasileiro volta a sonhar com a possibilidade de administrar Maceió. O vereador-pastor João Luiz - líder da Igreja Quadrangular, está sendo preparado para assumir uma candidatura majoritária ou de vice numa provável composição com PSB e PSDB. João Luiz tentou ser vice em várias das candidaturas majoritárias do PT. Mas sempre fora rejeitado. Líder de um colégio eleitoral invejável, de aproximadamente 100 mil evangélicos, só a Igreja Quadrangular tem 92 templos em Maceió, que congregam algo em torno de 60 mil fiéis. ?Estou à disposição do PMDB e posso encarnar uma candidatura majoritária?, diz. PDT A campanha do PDT continua discreta e liderando as pesquisas. O pré-candidato a prefeito, o misto de deputado estadual e repórter de programas policiais, radialista Cícero Almeida, evita fazer comentários políticos. O pré-candidato mantém duas clínicas em bairros da periferia, onde garante assistência médica, odontológica e social aos eleitores. Mas tudo é feito discretamente. PTB O candidato João Lyra aproveita o espaço do partido no horário da propaganda eleitoral e se apresenta como defensor de melhor remuneração para aposentados na reforma da Previdência. O candidato, que aparece em segundo lugar e quer ampliar seu leque de apoio, trabalha nos bastidores dos sindicatos de trabalhadores e patronais. Já as campanhas do candidato do PPS, Régis Cavalcante; do PMN, deputado Cícero Amélio; do PCdoB, Eduardo Bomfim, continuam em banho-maria.