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Prefeita muda estrat�gia para n�o perder prest�gio

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Com receio de perder popularidade entre as camadas proletárias e de renda mais baixa da periferia, a prefeita Kátia Born, a partir de agora, quer dar visibilidade às suas ?realizações administrativas?. A iniciativa objetiva também recuperar o prestígio político do seu partido, o PSB, que luta para fazer o sucessor dela. A estratégia começou com o anúncio do pagamento do décimo terceiro dos 12 mil servidores. Porém, Kátia percebe que os adversários a transformaram numa espécie de saco de pancadas para dar visibilidade as suas campanhas eleitorais de 2004. ?Tenho recebido muitas críticas dos pré-candidatos a prefeito de outros partidos, mas se nós fizermos um levantamento da história de Maceió veremos o que foi feito em três administrações do PSB?, se defende e acrescenta: ?Quem não se lembra como o PSB pegou Maceió há 11 anos? Não tinha uma cadeira para as crianças das escolas municipais, os funcionários estavam com oito meses de salários atrasados, os postos de saúde fechados?, disse a prefeita ao destacar, ainda, que quando Ronaldo Lessa assumiu a prefeitura havia 16 mil crianças na sala de aula e hoje, segundo a prefeita, em janeiro a prefeitura vai registrar 80 mil crianças matriculadas. Prestação de contas Kátia fez uma espécie de prestação de contas, ontem, para tentar conter as críticas. Disse como vai fechar o ano e fez previsões político-administrativas para 2004: ?Vamos fechar o ano com 80% do Programa Saúde da Família (PSF) implantado em Maceió e não estou recebendo recursos do governo federal. O programa é mantido com esforço da própria prefeitura?. Prometeu que até janeiro vai inaugurar cinco corredores de transporte para beneficiar mais de 200 mil pessoas que moram na periferia. Porém, a prefeita reconheceu que terá de trabalhar muito para melhorar sua imagem e reduzir as críticas que começaram a pipocar da oposição e de setores localizados da população. As principais reclamações recaem sobre a falta de saneamento básico e a deficiência na coleta de lixo. Mas Kátia novamente se defende, ao lembrar que a última política de saneamento básico foi feita pelo então prefeito Dilton Simões, em meados dos anos 70, ?Dilton construiu 17 quilômetros, o Ronaldo como prefeito fez 20 quilômetros e eu já vou com 40 quilômetros. Essas são obras que a população não vê, mas sente que a cidade não fica mais alagada. Então, se querem me criticar podem criticar?. Ela lembrou que na semana passada o presidente Lula esteve na cidade e destacou a beleza das praias. ?Aproveitei para cobrar do presidente mais investimentos para reduzir o desemprego, fazer reforma agrária e investir no abastecimento de água no Sertão?, disse Kátia.

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