Política
�rea do novo lix�o dever� ficar a 15 quil�metros da praia de Ipioca
ARNALDO FERREIRA O novo aterro sanitário de Maceió deverá ficar mesmo no litoral norte da cidade. O local está praticamente selecionado. Falta apenas definir detalhes técnicos. Mas será numa área de 40 hectares, distante 15 quilômetros do Aeroporto Zumbi dos Palmares e também a 15 quilômetros da Praia de Ipioca, revelou, ontem, à GAZETA DE ALAGOAS, o vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Jaudeni Coutinho (PSB). O vereador está atento à relocalização do ?lixão? da cidade porque acompanha as discussões e, em algumas ocasiões, vistoria as áreas selecionadas pelos técnicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da prefeitura, envolvidos com o problema. Na verdade, os técnicos selecionaram 10 pontos, três deles, segundo o vereador governista, seriam localizados no município de Marechal Deodoro. ?O novo aterro sanitário dificilmente será em Marechal Deodoro, porque tecnicamente não é viável?, descartou Jaudeni Coutinho ao acrescentar que ?a distância de Marechal é outro fator complicador para a relocalização. O movimento de veículos na rodovia AL-101 Sul é muito intenso e a falta de alternativas para escoar o lixo a baixo custo naquela direção também inviabiliza a idéia?, frisou. O vereador não afirmou categoricamente que o novo aterro sanitário será naquela área norte de Maceió. Porém, deu todas as pistas neste sentido. Uma delas foi quando revelou: ?a área do novo lixão deverá ser numa região de vale depressiva, porque reduz o custo e também a possibilidade do comprometimento do lençol freático?. Jaudeni tem estes detalhes sobre a relocalização do lixão porque também acompanha a titular da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió- (Slum), Rosa Tenório, e as equipes técnicas. Outro detalhe interessante que Jaudeni Coutinho deixou escapar foi quando disse que ?os técnicos estão fazendo uma pré-seleção das áreas possíveis para definir qual a área que menos causa danos à população e ao meio ambiente. E esta área de Ipioca fica distante de áreas residenciais?, destacou. Segundo o vereador, ?no novo aterro sanitário não vai haver catadores de lixo porque à medida que os dejetos forem sendo jogados no vale imediatamente serão cobertos por aterro. Por isso, o novo local não pode ser numa área plana?. Ele está convencido que o chorume (líquido proveniente do lixo compactado altamente poluente e nocivo à vida animal e vegetal) não vai comprometer o lençol freático, que estará a 40 metros de profundidade. Oposição Outro que também acompanha com preocupação a discussão da prefeitura sobre a relocalização do lixo é o líder do PT e da oposição na Câmara Municipal, vereador Judson Cabral. ?Antes de o lixão ser levado para qualquer ponto da grande Maceió, a prefeitura e os técnicos da Ufal vão ter de mostrar os estudos de impacto ambiental, a viabilidade econômica, as explicações sobre a área pré-selecionada e discutir ponto por ponto com os moradores?, disse. Observou que o processo do aterro sanitário terá de prever, também, as áreas de reciclagem e de compostagem. ?A Slum terá de mostrar como vai dar fim ao chorume e aos outros resíduos poluentes?. Quanto ao fato de o lixão ser localizado em Ipioca, Judson prefere aguardar os dados oficiais e técnicos para se manifestar sobre o assunto. Entretanto, salientou que os limites e a área do lixão precisam ser melhor discutidos.