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Problemas na Sa�de ofuscam posse de Genilda na ALE

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MARCOS RODRIGUES Os problemas constatados pelo deputado Adalberto Cavalcante (Prona) em visita à Unidade de Emergência Armando Lages, na última quarta-feira, foram mostrados em forma de vídeo, ontem, na Assembléia Legislativa. As imagens de pacientes sendo atendidos nos corredores após processos cirúrgicos e dividindo espaço com lixo hospitalar provocaram discursos inflamados de alguns parlamentares. Além disso, serviram para ofuscar a posse da ex-secretária celular Genilda Leão (PSB) como deputada, após um acordo mediado pelo governo, com o afastamento do deputado Luiz Pedro (PDT) por 120 dias. A chegada de Genilda ao Parlamento contou com saudações até da oposição. O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) relembrou sua militância no movimento dos trabalhdores da Saúde e também nas Diretas Já. A parlamentar também não esqueceu de fazer referências a sua trajetória política e envolvimento com a luta por ?uma saúde pública decente e de qualidade?. Sobre o problema específico da Unidade de Emergência, Genilda preferiu nacionalizar, citando a crise da Saúde, que sobrevive com poucos recursos. ?Fazer saúde num país com poucos recursos para uma população vivendo com um alto nível de exclusão, não tem recurso que atenda esse montante?, justificou a deputada em seu primeiro pronunciamento após a posse. Desrespeito O autor da denúncia em plenário, deputado Adalberto, disse que na Unidade de Emergência os pacientes vivem sendo desrespeitados por conta das condições em que vivem sendo atendidos. ?O que mais me causou espanto é o desrespeito com os pacientes. Eles ficam num corredor que já foi institucionalizado como local de repouso?, disse. Mas a fala mais crítica sobre os problemas na área de saúde do Estado veio do médico Gilvan Dourado, da Santa Casa. Ao justificar a suspensão do atendimento da unidade a pacientes do Sistema Único de Saúde. Além de criticar o Estado, ele disse que os recursos da Secretaria de Saúde sofriam ingerência política, chegando a citar o nome do senador Teotônio Vilela Filho (PSDB). ?Ele está equivocado, pois os recursos são discutidos previamente antes de serem distribuídos. O que não concordo é que o dinheiro seja só para pagar hospital?, disse o secretário da Saúde, Álvaro Machado. Já o senador Teotônio Vilela disse, por telefone, que irá interpelar judicialmente o diretor da Santa Casa. ?Quem me colocou envolvido com gastos da Saúde o fez por ignorância ou má-fé?. Ele lembrou ainda que os procedimentos adotados pelo secretário Álvaro foram aprovados há 20 dias pelo Conselho de Medicina.

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