Política
PT vive expectativa da expuls�o de Helo�sa
ARNALDO FERREIRA Apesar de o presidente do Diretório Nacional do PT, José Genuíno, já ter declarado que a senadora Heloísa Helena não fica no partido, o diretório de Maceió ainda não descartou a possibilidade de a senadora ser candidata a prefeita. ?Oficialmente, não existe nenhuma comunicação das instâncias superiores do Partido dos Trabalhadores dizendo que Heloísa está fora. Portanto, ela continua como pré-candidata a prefeita?, afirmou a presidenta do diretório municipal, Cláudia Amaral. Ela reconhece que a situação da senadora no partido é muito difícil. ?Heloísa é o melhor nome para enfrentar as candidaturas de centro. Mas, não existe mais clima para continuar no partido?. Além da senadora, o partido tem mais três pré-candidatos: o deputado Paulo Fernando dos Santos - Paulão (presidente do diretório estadual), o sindicalista Lauro Cavalcante e a médica Ângela Lopes. O PT está mergulhado numa crise de identidade que fez os pré-candidatos ficarem distantes da mídia até que a situação da senadora se defina. O julgamento ético de Heloísa pelo diretório nacional está previsto para acontecer nos dias 13 e 14 de dezembro. Mas é esperada uma posição da senadora para qualquer momento. PMDB O PMDB do senador Renan Calheiros, que parecia morto e distante do colégio eleitoral de Maceió, ganhou fôlego com a candidatura natural do vereador-pastor João Luiz . O presidente do diretório municipal, Adeilson Bezerra, também ressurgiu no cenário político e falando grosso. ?O PMDB está construindo uma candidatura majoritária própria, com nomes fortes para disputar e vencer a prefeitura de Maceió, em 2004?, acredita. Os nomes aos quais Adeilson se refere, além de João Luiz, são do ex-deputado federal José Costa (presidente do diretório estadual) e do cardiologista José Wanderley Neto entre outros de menor visibilidade, como é o caso do deputado federal Olavo Calheiros, irmão de Renan. Até o dia 15 de dezembro, o diretório municipal do PMDB quer fazer uma convenção interna para definir pré-candidaturas majoritárias e a base das candidaturas proporcionais. O senador Renan Calheiros defende que o partido só pense em candidaturas em fevereiro. PSB O presidente de honra do diretório estadual do PSB, governador Ronaldo Lessa, dono de uma aceitação de 81%, passou a ser o principal motivador das quatro pré-candidaturas do partido à sucessão de Kátia Born. ?Por tudo que já foi feito nesta cidade, o projeto socialista na Prefeitura de Maceió não pode parar?, destacou Lessa, para os pré-candidatos Givaldo Carimbão, Maurício Quintela, Marcos Vieira e o vice-prefeito Alberto Sexta- Feira. Internamente, a disputa socialista está centrada entre o deputado federal Maurício Quintela e o vice Sexta-Feira. PTB Um fato que impressiona os estrategistas das campanhas majoritárias de Maceió é o crescimento da pré-candidatura do deputado federal João Lyra nas áreas pobres da cidade. Entre os taxistas, motoristas, cobradores, trabalhadores de baixa renda a pré-candidatura ganha fôlego a ponto de preocupar sobretudo o PSB, que não vê o mesmo fenômeno se repetindo com suas pré-candidaturas. Os coordenadores da campanha de Lyra vendem a idéia de que o ?patrão? é um empresário bem-sucedido e que não precisaria da política ou da máquina da prefeitura para sobreviver. Assim, alegam que Lyra é o único com condições de assumir a prefeitura e aplicar todos os recursos na infra-estrutura da cidade. João Lyra, por sua vez, fala em reduzir o número de secretarias e valorizar o funcionalismo que realmente trabalha. PDT Já o líder das pesquisas de bastidores, deputado Cícero Almeida (PDT) anda sumido dos meios políticos. Sua última aparição foi na Serra da Barriga, durante a visita do presidente Lula. Muitos eleitores foram vê-lo, por curiosidade. A campanha do pré-candidato se fortalece nos programas policiais de rádio e TV nos quais atua como repórter-radialista. O projeto do deputado, que sonha em ser prefeito, se firma nas clínicas onde pratica assistencialismo. Como parlamentar, Almeida é pontual e não falta. Sua atuação no parlamento é discreta, não tem nenhum projeto e raramente faz discurso.