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Alagoas assina oito protocolos comerciais com a China

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ARNALDO FERREIRA Depois de 15 dias percorrendo quatro Estados e dez províncias chinesas, o vice-governador Luiz Abílio de Souza Neto (PSB) desembarcou ontem no aeroporto de Maceió, contabilizando a assinatura de oito protocolos de intercâmbios cultural, tecnológico e econômico. ?Esta é a primeira vez que Alagoas vai a China e dá o primeiro passo para estabelecer uma política de relação comercial positiva para os dois lados?, comemorava o vice-governador na entrevista coletiva que concedeu no aeroporto. Além do vice, a delegação que foi à China estava composta pelos secretários Executivos da Agricultura, Severino Leão; do Planejamento, Petrúcio Bandeira; da Célula de Desenvolvimento Econômico, Nadja Lessa; secretário adjunto da Indústria e Comércio, Alberto Cabus, além de representantes da Federação da Indústria e Comércio, do Sebrae e três empresários. Abílio não revelou os gastos totais da viagem, mas garantiu que ?cada setor pagou a sua parte?. Sobre os resultados concretos da primeira missão alagoana à China, o vice revelou que em janeiro chega ao Estado uma comitiva de autoridades e empresários chineses para analisar possibilidades de investimentos e aquisição de produtos alagoanos. Em junho outra missão chinesa também vem a Alagoas. ?Os chineses têm interesse em comprar o nosso álcool, bagaço de cana para a produção de celulose de papel. Alagoas apresentou a sua política de incentivos fiscais. Por outro lado, os empresários de lá querem montar aqui uma central de equipamentos agrícolas e veículos rurais, demonstraram interesse em investir na piscicultura, na rizicultura?, revelou Abílio, que chegou impressionado com o poder aquisitivo dos 1,3 bilhão de chineses e com a abertura do socialismo para um novo modelo econômico com base capitalista. O secretário de Agricultura, Severino Leão, destacou que o Brasil e particularmente Alagoas precisa aprender tecnologia para desenvolver a economia familiar. ?O povo chinês produz grande quantidade de alimentos em área de 650 metros quadrados, numa espécie de agricultura familiar?, destacou. Os secretários acreditam que os primeiros frutos da missão surgirão através de intercâmbios cultural e tecnológico.

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