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K�tia rebate pesquisa que aponta Macei� com pior IDH

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ARNALDO FERREIRA Segundo pesquisa realizada pela ?IstoÉ? e Databrain (publicada na edição desta semana da revista) sobre radiografia social, humana, financeira e administrativa em 27 capitais brasileiras, Maceió se mantém com o pior índice de Desenvolvimento Humano do País (IDH). A prefeita Kátia Born (PSB) contestou a pesquisa. ?A realidade de Maceió é outra. A pesquisa é lamentável?. Mas os vereadores dizem que a cidade sofre com a administração pública, o êxodo rural e a falta de investimentos federais. De acordo com a pesquisa, três cidades da Região Sul: Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, respectivamente possuem os melhores índices sociais. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também realizou um estudo comparativo entre as capitais, reforçando a pesquisa. ?As cidades das regiões Norte e Nordeste se alternam em indicadores de baixo desenvolvimento, sendo que o Nordeste tem sido mais problemático?, diz o pesquisador da FGV, Alberto Almeida. A IstoÉ ouviu 20.800 eleitores, cerca de 800 entrevistas por cidade, no período de 15 a 25 de setembro. Na pesquisa de domicílio com banheiros o primeiro lugar de situação praticamente solucionada é São Paulo, com 99,77%, seguida de Belo Horizonte com 99,63%, em terceiro lugar está Curitiba, com 99,61%; Maceió aparece em 18o lugar, com 96,55% das residências com banheiro. Em domicílio com energia elétrica o primeiro lugar é do Rio de Janeiro, com 99,92% do problema solucionado, Florianópolis com 99,88%, Curitiba 99,89% e Maceió está em 13o lugar, com 99,66% das residências com energia elétrica. Na pesquisa de domicílio com rede geral de esgoto os três primeiros lugares são: Belo Horizonte (92,32%); Vitória (89,78%) e São Paulo (87,23%); Maceió está em 21o lugar, com 24,70%. Na pesquisa sobre domicílios com coleta de lixo os primeiros colocados são Vitória, 99,56%; Curitiba com 99,54%; São Paulo 99,20% e Maceió em 17o lugar, com 93,76%. Entre os domicílios com rede de abastecimento de água os três primeiros lugares são de Vitória, Belo Horizonte e São Paulo; Maceió está em 21º, com 81,71%. Entre as cidades que têm o maior número de domicílios com linha telefônica, Belo Horizonte é líder, com 80,52%; Florianópolis tem 74,90%; em terceiro Curitiba, com 74,44%; Maceió está em 25o lugar, com 43,57%. Nos indicadores sobre alfabetização, Maceió continua em último lugar, com 83,70%; em Esperança de Vida está em penúltimo lugar, com 65,03%; na renda per capita entre as 27 capitais, Maceió aparece em 22%. Na pesquisa de domicílios que têm microcomputador, a cidade ocupa 20º lugar, com 9,91%. Entre as cidades do Nor-deste, o melhor desempenho na pesquisa é a vizinha Aracaju. Entre os principais problemas da cidade o desemprego é o que lidera, com 41,85%, seguido da criminalidade/violência com 16,79%; fome/miséria com 5,51% e saúde com 3,26%. ?Estamos revolucionando Aracaju, apostando na qualidade de tudo o que fazemos?, sintetiza o prefeito Marcelo Deda (PT/SE), na revista IstoÉ. Câmara A pesquisa repercutiu, ontem, nos bastidores políticos e em maior intensidade na Câmara de Vereadores. O líder do PT, vereador Judson Cabral, explicou que a pesquisa refletiu o que acontece com a cidade depois de cinco anos sem investimentos em setores fundamentais. ?Somando os cinco últimos orçamentos a prefeitura teve nas mãos R$ 1,5 bilhão e os investimentos no social não chegaram nem a 5%?. Judson responsabilizou também a Câmara. ?A Câmara tem o papel de fiscalizar a administração pública. A prefeita tem uma grande bancada que não fiscaliza. A matéria da revista IstoÉ serve de alerta para a necessidade de se aplicar bem a arrecadação pública?. O relator do orçamento de 2004, vereador França Moura (PTB), ao comentar a pesquisa que mostra Maceió com os piores indicadores sociais, limitou-se a dizer que ?é lamentável?. Já o vereador Jorge VI (PSDB), da bancada de sustentação, responsabilizou o êxodo rural. ?Cerca de 80% dos problemas da cidade têm conseqüência no êxodo rural. Responsabilizo a severa lei trabalhista e a carga tributária que recai hoje sobre os empresários. Muitas usinas tiveram de derrubar as casas dos trabalhadores por causa do rigor das leis trabalhistas. Eu mesmo tinha quatro empregados, demiti dois. Os desempregados terminam vindo para Maceió?, acredita. Já o vereador Arnaldo Fontan (PFL)- ex-líder da prefeita, ataca: ?A cidade está abandonada há muito tempo, o lixo toma conta das ruas. Faltam investimentos, planejamento estratégico, administração. Dinheiro tem o que falta mesmo é prefeito?. O atual líder da prefeita, vereador Pedro Alves (PSB), partiu para o contra-ataque. ?A pesquisa da revista mostra a grande dívida social que o governo federal tem com Alagoas e com Maceió. Se a gente comparar os investimentos federais em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo com Maceió veremos a discriminação?. Alves acredita que está na hora de a oposição também cobrar mais recursos do governo federal. Já a prefeita Kátia Born garante que ?a pesquisa da revista é com base no Censo de 2000. A nossa realidade hoje é outra?. Kátia diz que o serviço de coleta de lixo pulou de 93% para 97,5%; o número de alunos na sala de aula quadriplicou de 20 mil para 80 mil. ?Esta pesquisa não mostra que em sete anos não recebi nada do orçamento da União e que mesmo assim estou com salários em dia, décimo terceiro pago, não parei obras... Estranho esta pesquisa?, disse a prefeita que pediu à sua assessoria para enviar à revista IstoÉ os dados mais atualizados de sua administração. ?São Paulo quer construir cinco mil casas. Aqui, incluindo casas do PAR da Caixa Econômica Federal, doação de casas e lotes, chegaremos em janeiro com 8 mil casas?, desabafa a prefeita.

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