Política
C�mara aprova concurso para 1.707 vagas na Sa�de
ARNALDO FERREIRA A Câmara dos Vereadores de Maceió aprovou em primeira discussão, ontem, o projeto da prefeita Kátia Born (PSB) que abre concurso para 1.707 cargos de servidores dos níveis fundamental, médio e superior. Para garantir a realização deste concurso, a prefeitura teve de reformular seu orçamento da área de saúde, que consumia 12% do orçamento global e agora vai absorver 15%. ?Entre receita própria e transferências federais, estaduais e municipais, a Secretaria Municipal de Saúde vai manipular, em 2004, um montante da ordem de R$ 157 milhões?, frisou o líder da prefeita na Câmara, Pedro Alves. Os vereadores da oposição, dentre eles Thomaz Beltrão (PT), observam que o projeto vai onerar a folha de pagamento. A preocupação da oposição é com o fato de o concurso gerar falsas expectativas e se transformar num terrorismo psicológico. ?Se há realmente extrema necessidade para a realização deste concurso faça-se. O que não pode acontecer é criar falsas expectativas na população, como aconteceu com outros concursos, como da Educação e da guarda municipal, onde nem todos os aprovados foram chamados e até hoje sonham com a convocação?, lamentou Beltrão. O relator do projeto da prefeitura, vereador governista França Moura (PTB) concordou com a afirmação de que o projeto vai onerar a folha de pagamento. Porém, ressaltou que não fere a lei orgânica do município. ?A Saúde municipal consumia 12% do orçamento global, agora são 15%. Portanto, os 3% prevêem os gastos com os salários dos 1.707 servidores que forem aprovados?. França observou que o concurso acabará com as irregularidades dos chamados serviços prestados. ?Os cargos serão preenchidos mediante concurso público como prevê a constituição?, frisou o vereador. O presidente do Diretório Municipal do PSB, Marcos Vieira, também concordou com a afirmativa de que o concurso vai onerar a folha. ?Mas está dentro da previsão orçamentária?. O projeto que cria cargos efetivos na prefeitura visa contratar 80 atendentes de consultório, 50 motoristas, 30 merendeiras, 70 auxiliares de serviços gerais, 350 assistentes administrativos, 250 auxiliares de enfermagem, 5 técnicos de edificações, 5 técnicos de laboratório, 10 técnicos de radiologia, 5 técnicos de saneamento, 5 técnicos de segurança no trabalho, 5 analistas de sistemas, 5 acupunturistas, 10 biólogos, 6 contadores, 6 economistas, 150 enfermeiras, 5 engenheiros de Segurança do Trabalho, 50 farmacêuticos, 25 fisioterapeutas, 20 fonoaudiólogos, 5 médicos do Trabalho, 5 alergologistas e imunologistas, 10 angiologistas, 10 cardiologistas, 10 cirurgiões gerais, 5 cirurgiões plásticos, 5 cirurgiões pediátricos, 80 clínicos, 10 colposcopistas, 10 dermatologistas, 10 endocrinologistas, 5 endoscopistas, 5 fisiatras, 10 gastroenterolgistas, 30 ginecologistas-obstetras, 15 geriatras, 10 homeopatas, 5 infectologistas, 5 nefrologistas, 10 neuropediatras, 10 neurologistas, 5 oftalmologistas, 5 ortopedistas, 5 oncologistas, 10 otorrinolaringologistas, 30 pediatras, 10 pneumologistas, 5 proctologistas, 20 psiquiatras, 5 radiologistas, 10 reumatologistas, 5 urologistas, 10 ultra-sonografistas, 15 veterinários, 65 odontólogos, 50 psicólogos, 20 terapeutas ocupacionais, 5 zootecnistas, 50 assistentes sociais, 20 nutricionistas 10 profissionais de Educação Física. O projeto segue para a segunda votação. Mas não haverá obstáculo da oposição. A maioria dos vereadores avaliou que o projeto regulariza a situação de servidores, como determina a Procuradoria Regional do Trabalho. O vereador Pedro Alves avaliou que o concurso será realizado entre os meses de fevereiro e março de 2004 para não entrar em confronto com a legislação eleitoral. ?Acredito que a contração dos aprovados não deverá demorar muito tempo?, concluiu Alves.