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MP vai pedir afastamento de Adalberon por improbidade

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ARNALDO FERREIRA A Procuradoria Geral de Justiça vai pedir a abertura de ação criminal e o afastamento do prefeito Adalberon de Morais (PTB) do município de Satuba, informou, ontem, o procurador geral de Justiça, Dilmar Camerino. Além de Adalberon, quem está numa situação muito difícil, junto ao MP estadual, é o prefeito de Girau do Ponciano, José Aurélio (PSB). Ontem mesmo, a procuradoria encaminhou ao Tribunal de Justiça o pedido de afastamento do prefeito de Girau, a abertura de um processo de improbidade administrativa e a instauração de uma ação penal baseada no decreto-lei 201, que trata de crimes de prefeitos e governadores contra o erário público. Esse decreto prevê cassação do mandato; pena de prisão e condenação à devolução de recursos públicos desviados de seus reais objetivos. No caso do prefeito José Aurélio, há informação de que o promotor do município, Sílvio Sampaio, ouviu a confissão de 160 funcionários-fantasma, segundo os quais seus nomes teriam sido usados pelo chefe do Executivo municipal em operações de empréstimos junto a bancos públicos e particulares. Além disso, o procurador chefe Dilmar Camerino informa que contra o prefeito existem acusações de desvios de recursos da Educação, da Saúde e emissão de cheques da prefeitura sem provimentos de fundos. Satuba O procurador Dilmar Camerino tomou conhecimento da rejeição das contas dos exercícios de 1999, 2000, 2001 e 2002 pelo Diário Oficial do Estado. ?O relatório do TC aponta que o prefeito de Satuba está envolvido com superfaturamento de obras, estelionato, pagamento de diárias irregulares, licitações fraudulentas, notas fiscais inidôneas, emprego irregular de verbas públicas, entre outras irregularidades que envolvem o chefe da municipalidade em crimes de improbidade administrativa?, frisou Camerino, que aguarda o envio pelo TC do processo de investigação da administração do prefeito. A Assessoria de Comunicação da Corte de Contas confirmou à GAZETA DE ALAGOAS que o processo e o parecer final dos conselheiros rejeitando as contas do prefeito seguem, hoje, para a Procuradoria Geral de Justiça, com o ofício assinado pelo presidente da Corte, Edval Gaia. O prefeito Adalberon permanece preso numa das celas do presídio Baldomero Cavalcanti, onde aguarda julgamento por dois homicídios. Um deles contra o professor Paulo Henrique Bandeira, que antes de ser seqüestrado e morto, em junho passado, denunciou Adalberon por desvio de recursos da Educação, do Fundef. O advogado de defesa do prefeito, Welton Roberto, garante que agora na Justiça seu cliente terá como provar sua inocência.

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