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Política

TRE/AL INDEFERE TROPAS FEDERAIS PARA MAIS DUAS CIDADES

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Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 16/10/2020 - Matéria atualizada em 15/10/2020 às 21h44

O clima tenso que justificaria o envio de tropas federais  para os municípios de Santana do Ipanema (19° zona) e Joaquim Gomes (53° zona) não foi suficiente para convencer o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), desembargador Pedro Augusto de Mendonça. Com base em informações apuradas junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele optou pelo indeferimento do pedido feio pelos magistrados que atuam nestas regiões.

Em outros pleitos, as duas cidades já contaram com a presença das Forças Armadas e também têm "tradição" de disputas acirradas, o que acabou levando os juízes a fazerem os pedidos de tropas federais. Entretanto, como a cada pleito o trabalho de inteligência se aprimora, bem como o aumento de efetivo da Polícia Militar, o TRE/AL optou por confiar nas orientações das autoridades locais.Em outras oportunidades, o Exército também era chamado para tentar coibir a compra de votos e, principalmente, a "boca de urna". Porém, como o pleito deve ter um ritmo diferenciado em função da pandemia de Covid-19, todo a estratégia de combate aos crimes e o monitoramento da região serão feitos pelo Estado.Na semana passada, o TRE/AL também já havia tomado medida semelhante em relação as cidades de Coruripe (7ª Zona) e Satuba (8ª Zona). O critério adotado foi o mesmo, principalmente porque a SSP confirmou, inclusive, já existir uma estratégia de trabalho durante o período de campanha até o dia do pleito, com monitoramento de locais de votação.A decisão sobre Coruripe surpreendeu porque a disputa que inclui candidatos da família Beltrão, conforme vídeos divulgados por aplicativos de mensagem, indicam que nos comícios têm surgido muitos ataques e denúncias de ambas as partes entre os candidatos. O mesmo teria ocorrido na campanha que ocorre em Jequiá da Praia.Em todos os pleitos, o TRE/AL conta com o apoio das forças policiais do Estado, que a cada eleição acompanham o processo desde a formação das candidaturas. É com base no trabalho de monitoramento prévio que a SSP consegue repassar detalhes que indiquem a posição do órgão responsável pela organização do pleito.A própria SSP reconhece o tensionamento em algumas regiões, porém, garante que tem condições de conter excessos, caso ocorram. Ainda assim, os respectivos juízes estarão em contato direto com o TRE/AL para o repasse de informações. Conforme apurou a Gazeta Digital, em alguns casos a solicitação das Forças Armadas deveriam funcionar como reforço ao policiamento local.Ao passo em que a campanha avança é possível que os responsáveis por outras Zonas Eleitorais também solicitem a presença do Exército. Há uma expectativa que pedido semelhante ocorra para a cidade de Batalha, que nos últimos anos vem sendo marcada por uma disputa eleitoral com grupos que se enfrentam de modo mais violento. 

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