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ACUSADOS DE TROCAR CESTAS BÁSICAS POR VOTOS SÃO INTIMADOS

Juiz Pedro Ivens, da 2ª Zona Eleitoral, manda notificar 10 pessoas denunciadas por JHC em ação envolvendo Alfredo Gaspar

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Com botons do candidato de Renan Filho e Rui presos ao corpo, cadeirantes saíram do local com cestas básicas
Com botons do candidato de Renan Filho e Rui presos ao corpo, cadeirantes saíram do local com cestas básicas -

A principal denúncia da eleição para prefeito de Maceió contra o candidato Alfredo Gaspar (MDB), da coligação “Maceió Mais Forte”, acusado de distribuição de cestas básicas compradas com dinheiro público em troca de votos, avançou na Justiça Eleitoral. A ação tramita na 2ª Zona Eleitoral e ontem já foi dada ciência aos suspeitos de crime eleitoral, por abuso de poder econômico e político, para que em cinco dias apresentem defesa e até seis testemunhas. Na ação de n° 0600092-59.2020.6.02.0002 movida pelo candidato João Henrique Caldas (PSB), da coligação “Aliança com o Povo”, há farto material fotográfico e de vídeo, que confirma a distribuição dos produtos em atividades ligadas a candidatos a vereador e ao próprio Alfredo Gaspar. No mesmo processo também são citados os padrinhos políticos de Alfredo, o governador Renan Filho (MDB) e o prefeito Rui Palmeira (sem partido). Ao dar andamento ao processo, a Justiça Eleitoral indeferiu apenas um pedido de tutela antecipada para suspensão de repasses de dinheiro público, oriundo do governo do Estado via Secretaria Estadual de Comunicação (Secom), para um portal de notícias acusado de estar a serviço da candidatura de Alfredo Gaspar. No mesmo pedido foi solicitada a sua retirada do ar. O mesmo portal, além de receber repasse oficial na condição de “patrocinador” da publicação e apoiador da candidatura emedebista, tem seu proprietário como candidato e integrante da referida coligação de Alfredo Gaspar. Diante disso, a assessoria jurídica de JHC entendeu que o veículo presta um desserviço ao jornalismo ao tentar desconstruir a imagem e a denúncia de candidato do PSB, tratando-a como “fake news”. Não quer dizer, contudo, que a postura e as provas apresentadas contra a publicação não serão analisadas no mérito da ação. Portanto, deve também ser julgada posteriormente. Fora isso, todo o restante da denúncia que incluiu a distribuição de cestas básicas após um evento com deficientes físicos, promovido pela Associação dos Cadeirantes, num ginásio de esportes no Benedito Bentes, no qual Alfredo Gaspar apresentou suas propostas e se comprometeu politicamente com seus representantes e a causa, continuará a ser analisada. Até porque, conforme foi apresentado, os beneficiados pelos alimentos não constavam de nenhum cadastro prévio, tendo seus dados colhidos a partir da presença no evento político, porém com distribuição posterior na sede da entidade. O presidente da Associação dos Cadeirantes, Thiago dos Santos, já confirmou que a atividade de natureza política, marcada para o mesmo dia da distribuição, seria na sede. Tendo mudada para o ginásio apenas por conta da grande quantidade de pessoas presentes. Um outro evento, onde as cestas supostamente oriundas de compras feitas com recursos públicos e que foram distribuídas num lava a jato na Ponta da Terra, sem que fosse marcada para o local nenhum evento oficial, também consta do processo. Assim como o evento do ginásio, há amplo material fotográfico e detalhada explicação sobre a movimentação de pessoas no local e até as que também receberam as supostas “cestas oficiais” em suas residências, de apoiadores de candidatos a vereador e da coligação de Gaspar. Vale lembrar que nas duas denúncias, JHC não coloca Alfredo como articulador dos eventos, nem que tenha pessoalmente distribuído os alimentos. Mas que todo o processo foi feito para beneficiá-lo politicamente e a integrantes da coligação. Ou seja, sua imagem e a da coligação surgem como provedoras das referidas ações sociais, terminantemente proibidas por lei. Figuram na ação, além dos padrinhos políticos, o vice-prefeito e candidato a vereador Marcelo Palmeira (PSC), o candidato a vereador Wellington de Almeida Sena (PRTB), Eduardo Canuto (Podemos), o secretário municipal de Assistência Social, Luiz Henrique Lima, e a diretora-presidente da Fundação Cidade de Maceió, Vânia Luiz Barreiros.

OUTRO LADO

Diante da gravidade das denúncias e do fato atingir diretamente a coligação do candidato Alfredo Gaspar, a Gazeta buscou o posicionamento oficial de sua defesa. Porém, conforme justificativa dada à assessoria jurídica, a coligação de Gaspar prefere, no momento, não se posicionar, optando por fazer qualquer manifestação somente ao final do processo na Justiça Eleitoral.

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