Política
Minist�rio ainda pode liberar R$ 5 milh�es
O Ministério das Cidades ainda pode liberar recursos destinados a obras de saneamento em Maceió. Pelo menos R$ 5 milhões podem ser destinados a obras do gênero no bairro do Stella Maris. Segundo o diretor do Departamento de Obras da Secretaria de Infra-estrutura, Denisson Luna Tenório, o Estado ainda poderia ser contemplado com recursos até a meia-noite do sábado, data em que se encerraria a liberação de verbas ainda este ano. ?Realizamos obras nos bairros da parte baixa da cidade, que evitarão o lançamento de esgotos na Lagoa Mundaú?, afirmou Tenório. Ele não soube argumentar politicamente sobre os investimentos ou projetos que poderiam estar inclusos no Orçamento 2004 enviado à Assembléia Legislativa. Mas Denisson assegurou que os recursos que ainda podem ser liberados para Alagoas envolvem obras que darão seqüência ao projeto de despoluição da lagoa e também da orla lagunar. ?A prioridade dos recursos é para a utilização em obras de tratamento de esgoto que hoje são lançados ao mar e formam as chamada línguas pretas?, explicou o técnico. A retirada das ?línguas pretas? lançadas na praia foi uma das promessas da então candidata, Kátia Born (PSB). No início de sua primeira gestão ela chegou a enfrentar, inclusive, a ira dos proprietários de prédios da orla, ao entupir com concreto os esgotos que eram lançados ao mar sem tratamento. O resultado dessa ação era o retorno do esgoto para as redes ?clandestinas? que o alimentavam. Porém, muito mais do que gestos como estes a praia pede socorro. Um exemplo é o trecho que compreende as avenidas Jatiúca e Amélia Rosa. Lá existe uma ?língua preta? que, de tão antiga, já integra a paisagem da região. A localização exata do despejo de esgoto era em frente ao Sítio Jatiúca, que deu nome ao bairro. O local era um tradicional reduto de comemorações de vitórias do PSB, inclusive da prefeita Kátia. No inverno, o lançamento de dejetos aumenta de acordo com a intensidade das chuvas. Como a cidade vive da exploração das praias para o turismo, existem períodos em que ficam interditadas para o banho. Mas a existência das saídas de esgoto não significa que a prefeitura não venha agindo na fiscalização de quem polui o mar. Recentemente, num gesto de ousadia, uma barraca foi fechada, multada e, por insistir no crime ambiental, demolida. A ação foi comandada pela Secretaria Municipal de Proteção e Controle Ambiental (Sempma). Contudo, esta foi uma ação isolada, diante do quadro de poluição que ainda persiste na orla. A presença da sujeira proveniente dos esgotos criou, inclusive, um hábito estranho nos moradores. Os que moram em frente à praia, nos fins de semana se deslocam para outras localidades. Já os moradores da periferia da cidade invadem o espaço ?nobre? com suas famílias. A desatenção, entretanto, como a água não é a mesma com a areia. Permanentemente servidores da empresa coletora de lixo realizam a limpeza do chamado lixo seco. Além disso, também retiram o excesso de sargaço (alga) da areia. (MR)