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Nanicos: o neg�cio das elei��es municipais

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ARNADO FERREIRA E MARCOS RODRIGUES Os partidos nanicos estão de volta à cena eleitoral. E o objetivo seria protagonizar fisiologismo e alianças com interesses em espaço no poder. Muitos desses partidos são acusados de aparecer, em época de eleições, para servir aos interesses de candidatos com cacife financeiro forte, atuar com candidaturas laranjas e almejar cargos comissionados que garantem renda. Esta semana, o negócio político-eleitoral que envolve a maioria dos partidos nanicos parece ter ficado claro. O presidente do PTdoB, Marcos Toledo, e o pré-candidato a prefeito de Maceió Marcos Barbosa (PTdoB) estavam convictos de que tinham apoio do PSDC e do PAN. Havia entendimento neste sentido, decidido, segundo chegou a ser especulado, em uma mesa de bar e regado a muito uísque. O PTdoB teria feito um projeto de aliança com os parceiros naturais. Mas os dois presidentes dos partidos, Gerson Garines (PAN) e Eudes Freire (PSDC), que têm cargos dentro do governo do PSB, foram chamados à responsabilidade. Passaram negar, então, que tivessem fechado compromisso com o PTdoB e ainda tentaram responsabilizar a imprensa pelo problema. Toledo e Barbosa não gostaram e fizeram duras críticas aos supostos aliados. Guarines disse que não tinha como apoiar Barbosa porque o seu partido, o dos Aposentados da Nação, estava apresentando como pré-candidato o ex-deputado Manoel Lins Pinheiro. Guarines ameaçou processar jornalistas que divulgaram a suposta aliança com o PTdoB. Marcos Barbosa ficou irritado com a atitude do presidente do PSDC e não mediu adjetivos para desqualificar sua atuação. ?O Eudes Freire é muito conhecido no bairro da Ponta Grossa por seu passado. Isto sem falar que usa o PSDC como sigla de aluguel. Eu sei de muita coisa desses dois partidos- PAN e PSDC?, disse Barboas, sem revelar mais detalhes, mas em tom de ameaça. PTN Quem está de volta à disputa eleitoral e ao comando do PTN é o advogado Elias Barros, o nanico mais bem-sucedido. Na campanha eleitoral passada, o advogado fora candidato a governador. Ele sempre negou ter sido candidato ?laranja? e chegou a ameaçar com processo os que denegrissem sua candidatura. Agora, anuncia a sua pré-candidatura, pelo PV: ?Minha candidatura é para valer e vou ganhar a eleição?, disse à GAZETA DE ALAGOAS. Barros é hoje ouvidor-geral do Estado. Recentemente, enfrentou a ira de segmentos do PSB de Ronaldo Lessa, que queriam no cargo o ex-ouvidor- geral, Geraldo Magela (PSB), integrante do bloco dos fiéis ao governador e hoje atuando na condição de tampão. Porém, Ronaldo Lessa não se curvou às pressões do próprio partido e manteve o presidente do PTN. Elias ainda é considerado um ?nanico útil?. PMN Outro partido emergente que está de olho na prefeitura de Maceió é o PMN. Seu presidente, o pastor Ildo Rafael, no entanto, tem cacife político. Tanto que, no último pleito, foi candidato ao Senado, ficou em quarto lugar e obteve cerca de 100 mil votos, 80% deles de eleitores da capital do Estado. O partido lançou como pré-candidato a prefeito de Maceió o deputado estadual Cícero Amélio, que está no quinto mandato e tem uma boa base eleitoral na periferia. A sua candidatura ainda não decolou e o partido já pensa num projeto de aliança política para garantir espaços de poder e participação numa chapa majoritária. O PMN tem conversado com o PTB do deputado João Lyra. PCdoB Entre os partidos de esquerda, um que perdeu sua grande base nos diretórios acadêmicos das faculdades e universidade alagoanas foi o PC do B. Depois de ter sido oposição ao governo, o partido, para não desaparecer, voltou a se coligar com o PSB e apoiou o projeto de reeleição de Ronaldo Lessa. A campanha bem-sucedida levou os comunistas à Secretaria de Cultura e a cargos de segundo e terceiros escalões na mesma pasta. Agora, eles também querem aparecer e já articulam o nome de Eduardo Bonfim como um suposto candidato que aglutinaria um projeto de centro-esquerda. PPS Já o PPS aposta no prestígio eleitoral que levou o ex-deputado federal Régis Cavalcante ao segundo turno das eleições municipais de 2000, onde o parlamentar terminou derrotado pela prefeita Kátia Born. A campanha do segundo turno foi marcada pela baixaria e troca de acusações. Na campanha de 2002, o PPS teve uma posição vacilante. Primeiro, estava numa aliança de centro e depois passou a apoiar a reeleição de Lessa. Hoje, o PPS está de volta ao governo. O ex-presidente do partido, jornalista Anivaldo Miranda, é o secretário estadual de Irrigação, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Mas o projeto não compromete a disputa pela Prefeitura de Maceió, garante o secretário-geral do partido, Juca Carvalho. Os partidos fortes não tiram o olho da movimentação dos nanicos e podem atraí-los para uma composição e usá-los em diversos momentos da campanha eleitoral. O PTB de João Lyra tem conversado com a maioria dos nanicos. O PSB de Lessa e Kátia Born também. O PMDB de Renan Calheiros fala de uma grande composição, o PDT de Cícero Amélio depende da articulação de Geraldo Sampaio e o PT do deputado Paulão quer uma aliança ampla, semelhante a que levou Lula à Presidência da República.

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