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SETOR HOTELEIRO ALAGOANO PREVÊ ‘ANO NEBULOSO’ EM 2021

Crescimento do turismo nos últimos dois meses no Estado gera um clima de “otimismo moderado”

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Os hoteleiros superaram o pessimismo e avaliam hoje o crescimento de 30% nesta reta final de 2020 na pandemia
Os hoteleiros superaram o pessimismo e avaliam hoje o crescimento de 30% nesta reta final de 2020 na pandemia -

O crescimento do turismo nos últimos dois meses em Alagoas gera um clima de “otimismo moderado”. Os hoteleiros superaram o pessimismo e avaliam hoje o crescimento de 30% nesta reta final de 2020. Porém, preveem “futuro nebuloso” para o pós-carnaval. Eles contabilizam prejuízos que passam de R$ 1,5 bilhão por conta da paralisação da atividade no período de março a junho e admitem que dos 200 hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem cerca de 10% não resistiram a crise, fecharam ou mudaram de ramo. Entre os setores da economia prejudicados com recessão do Covid-19, os economistas de Alagoas destacam o de serviços não essenciais. Bares, restaurantes e hotéis tiveram que demitir, não conseguiram crédito por conta da burocracia bancária e os que retomaram com a abertura da economia avaliam prejuízos somados em mais de R$ 2,5 bilhões, o maior percentual é da hotelaria. Estes setores demitiram mais de 40%, mantiveram 40% com contratos de trabalho suspensos ou com abono salarial do governo federal, avaliam empresários. A flexibilização da economia foi animado pelo crescimento do turismo no cenário regional, nacional e local. Os últimos feriados e finais de semana, os estabelecimentos confirmaram aumento da procura por turistas regionais, do próprio estado e em percentual menor, de outras regiões do País. Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) que manter o reaquecimento. Por isso, cobra do Poder Público [governo estadual e prefeituras] promoção de festas populares como “Natal dos folguedos”, Réveillon e outros eventos. O presidente da ABIH/AL, André Santos, explicou que dos 88 hotéis e pousadas associados mais de 95% por cento sentem os efeitos da recessão. Estimou que cinco estabelecimentos fecharam e três não devem reabrir mais. Os estabelecimentos reabriram. “Isto não quer dizer que os setores retomaram 100%. A retomada é gradual e atende à demanda. Os empresários esperam o crescimento 25 a 30 % no fluxo dos hotéis nesta temporada em comparação ao verão passado”. Mas, dependem do aumento de voos diários para Alagoas. O novo fluxo aéreo é perceptível e decorre de dois fatores: a queda do número de pessoas contaminadas pelo coronavírus no Nordeste e pela flexibilização da economia. Dos 200 hotéis, pousadas e outros meios de estalagem, 88 são associados a ABIH/AL que oferecem mais de 33 mil leitos em prédios novos ou reformados. Dentre os que fecharam, três estabelecimentos são associados. ABIH/AL espera que mais de 70% dos 33 mil leitos dos quais 19 mil em Maceió, sejam ocupados na temporada. Estabelecimentos estão com reservas esgotadas. No entanto, a “concorrência canibalista” sufoca alguns empreendimentos. André Santos explicou que na corrida por turistas, os preços praticados são semelhantes ha de quatro anos. “Isto sufoca e atrapalha. É preciso estabelecer tarifa compatível com o momento e garantir a sobrevivência de todos”. A Abih prevê que a recuperação nesta reta final de 2020 será inferior a 30%. Por isto, o setor cobra das prefeituras e do governo do estado projetos de atrações populares e considera necessário o “reveillon”. As prefeituras e o governo do estado mantém prudência para evitar nova onda de contaminação de turistas e dos 3,3 milhões de Alagoas já que o estado registrou mais de 90 mil contaminados e mais de duas mil mortes.

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