Política
PESQUISAS E DEBATE MOVIMENTAM ÚLTIMA SEMANA DE CAMPANHA
Candidatos a prefeito de Maceió adotaram postura mais agressiva na propaganda eleitoral no rádio, na TV e nas redes sociais
Na reta final da campanha do primeiro turno, os candidatos a prefeito de Maceió adotaram uma postura mais agressiva na propaganda eleitoral no rádio, na TV e nas redes sociais. A tendência é que até o dia de votação o vale-tudo seja para convencer os indecisos, sempre apontando o lado mais frágil dos adversários.
Além disso, está previsto o debate na TV Mar no dia 12 e a divulgação da terceira pesquisa Ibope, encomendada pela TV Gazeta. O confronto direto entre os oponentes e o recorte de momento das intenções de voto são ingredientes apimentados para deixar a última semana ainda mais agitada.
A Gazeta manteve contato com a liderança da campanha de todos os candidatos à prefeitura da capital para saber qual seria a estratégia de cada um deles até o próximo sábado (14), último dia em que estão liberados, pela Justiça Eleitoral, para conquistar a preferência do maceioense.
O candidato Alfredo Gaspar (MDB) informou que pretende continuar dialogando com a população nas visitas aos diversos bairros da cidade, em conversas com grupos, associações e entidades de classe. Ele também intensificou a gravação dos guias eleitorais e prossegue com a produção de conteúdo nas redes sociais, informando sobre suas propostas para Maceió e interagindo com as pessoas.
Cícero Almeida (DC) revelou que o foco é continuar na periferia, sem mudar o discurso no guia eleitoral e sem surpresas. Ele lamentou que a TV Gazeta não tenha debate no primeiro turno, uma oportunidade que julgava ser importante para encarar os adversários e dar uma maior visibilidade à campanha. “Seria muito bom debater com os três principais candidatos, já que dois deles, pelo menos, trabalharam para me tirar das pesquisas (de 15 pontos para 5). No entanto, eu prefiro aguardar que a surpresa venha do povo e de Deus”.
Cícero Filho, candidato pelo PCdoB, marcou uma grande carreata para o sábado e revelou que deve intensificar a agenda de rua nesta última semana e a presença nas redes sociais. “Vamos continuar usando nossa criatividade, pois só temos 17/18 segundos de tempo de TV para levar uma mensagem de esperança para os maceioenses de que é possível vencer as grandes estruturas que estão por trás de muitos candidatos”.
Sem tempo no horário eleitoral, Corintho Campelo (PMN) classificou a campanha deste ano como uma luta desigual. Ele criticou os candidatos que utilizam o espaço no guia para apresentar propostas que não devem cumprir. “Enquanto os adversários repetem mentiras, nós estamos no corpo a corpo conversando com o eleitor nas feiras livres, nos mercados, nos pontos de ônibus, barracas, nas praias. Estamos levando as nossas ideias de um programa que foi construído com a sociedade civil”.
Confiante após resultado das últimas pesquisas, Davi Davino Filho (Progressistas) informou que vai mais para a rua nesta semana, levando caravanas pelos bairros, fazendo reuniões e visitas às grotas. Pelo guia eleitoral, os programas vão reforçar a divulgação das propostas contidas em seu programa de governo. “A campanha vem crescendo e ganhando cada vez mais força e apoio popular, refletindo a mais nova pesquisa do Ibrape, que atestou nove pontos de crescimento em apenas duas semanas, posicionando-nos em segundo lugar e empatado com o primeiro, rumo ao segundo turno”.
JHC (PSB) afirma que encerrará a campanha do primeiro turno de maneira propositiva, focando nas intenções que constam no programa do governo, mas continuará com a postura mais incisiva. “É reflexo da necessidade de mostrar ao povo de Maceió o que está em jogo. Existem duas engrenagens, uma que quer continuar no poder, para acobertar todas as deficiências dos últimos oito anos e assegurar o projeto de poder dos Calheiros, e outra que quer levar o modus operandi da Assembleia para a prefeitura de Maceió”.
Josan Leite (Patriota) avisou que continuará com a mesma pegada do início da campanha. Para a reta final, pretende levar a ‘verdade às pessoas’. “A verdade que liberta, que mostra que somos a única candidatura independente, técnica, profissional e focada em gerar resultados. Somos a candidatura que mostra a verdade de que esta velha política é a responsável pela destruição dos quatro bairros atingidos pela mineração e de que Maceió está abandonada pela atual gestão e por tantas outras que já passaram”.
A candidata da UP, Lenilda Luna, avisou que pretende intensificar as visitas às comunidades, mas tomando todas as medidas protetivas para evitar aglomerações. “Também planejamos bastante engajamento nas redes sociais, já que as regras injustas nos impedem de participar do guia eleitoral. Acreditamos que o povo de Maceió vai querer mudar esse ciclo das elites alagoanas no poder”.
Ricardo Barbosa (PT) disse estar claro que nas eleições deste ano há duas posições políticas em Maceió, uma delas fragmentada em três candidaturas ligadas direta ou indiretamente à atual gestão, e a outra de oposição consistente e competitiva, a qual ele se inclui. “Por isso, quero mostrar aos eleitores a viabilidade como sendo a única alternativa capaz de chegar ao segundo turno. Nessa reta final estamos pedindo os votos e alertando o eleitorado para garantir a presença da oposição no segundo turno e a candidatura com capacidade para essa representação é a nossa”.
Por fim, Valéria Correia, do PSOL, vai buscar o reforço ao diálogo direto com os movimentos sociais e os eleitores indecisos ou insatisfeitos com a repetição dos mesmos nomes e famílias na política, assim.