Política
MAIORIA DOS MACEIOENSES QUER MUDANÇA
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Com base em pesquisas aplicadas pelo Ibope, 69% dos maceioenses querem mudanças nos rumos da administração do município. Trata-se da terceira maior porcentagem entre as capitais. Apenas 22% se declararam a favor da continuidade. Os dados foram tabulados pelo portal de notícias G1.
Na capital alagoana, a continuidade administrativa é representada pelo candidato Alfredo Gaspar (MDB), que é apoiado tanto pelo atual prefeito, Rui Palmeira (sem partido) quanto pelo governador Renan Filho. Nas últimas pesquisas, Gaspar aparece tecnicamente empatado com o candidato Davi Davino Filho (Progressista), que vem registrando grande crescimento nas últimas semanas.
A pergunta feita pelo Ibope foi: “Pensando agora na maneira de administrar, o(a) sr(a) pessoalmente gostaria que fosse eleito para prefeito um candidato que”. E foram dadas as seguintes opções: “mudasse totalmente a administração do município”, “mantivesse só alguns programas, mas mudasse muita coisa”, “fizesse poucas mudanças e desse continuidade para muita coisa”, “desse total continuidade à administração”.
O alto percentual de eleitores que querem a mudança foi registrado em capitais do Nordeste, como Maceió, João Pessoa, Teresina, Recife, Fortaleza, Aracaju e Natal. No outro extremo, estão capitais com altos índices de eleitores que desejam continuidade das políticas da atual gestão, caso de Salvador (60%), Boa Vista (57%) e Florianópolis (56%), além de Curitiba e Belo Horizonte.
Na avaliação do professor de ciência política da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi, os dados refletem de certa forma a avaliação dos prefeitos nas capitais. Essa relação sugere que o desejo de mudança, segundo ele, está associado a uma maior chance de eleição de candidatos de oposição, assim como prefeitos bem avaliados ampliam as chances de serem reeleitos. Mas há outros aspectos que podem influenciar a escolha dos eleitores, como os candidatos que se apresentam como opção, no caso de prefeituras mal avaliadas, afirma.
“Prefeito mal avaliado é condição necessária para mudança, mas não suficiente. As pesquisas mostram que, das 25 capitais, em 15 há desejo de mudança e em apenas 5 a continuidade fica acima da margem de erro para mudança. Em outras 5 há empate técnico. Isso indica que o eleitor quer mudança na maior parte das capitais, porém, isso não é suficiente para ele votar em opções à atual gestão. Já nas 5 capitais em que a continuidade está acima da mudança, os candidatos à reeleição ou o candidato indicado pelo atual prefeito têm amplas vantagens sobre seus adversários”, observa Cervi.
Segundo o professor da UFPR, as campanhas municipais tendem a ser mais dinâmicas, e podem apresentar características em função dos eventos que ocorrem durante o período eleitoral. Parte desse cenário influencia na percepção dos eleitores sobre a gestão do atual prefeito e as opções que eles terão para votar na mudança.
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“O contexto eleitoral também precisa ser considerado, desde as estruturas de apoio de candidatos a vereador, de um lado, até proximidade com o governador, por outro”, explica Cervi.