loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

PF de Alagoas recebe dois condenados do propinoduto

Ouvir
Compartilhar

ARNALDO FERREIRA Os donos dos passes de pelo menos cem jogadores, os mais influentes empresários do futebol brasileiro Reinado Pitta e Alexandre Martins, condenados a 11 anos de reclusão no julgamento do propinoduto, no Rio de Janeiro, estão desde 1 hora da manhã de domingo na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) de Alagoas. Reinaldo Pitta e Alexandre Martins estão presos na mesma cela onde ficou, durante 40 dias (a partir de 27 de março), o narcotraficante carioca Luiz Fernando da Costa - o Fernandinho Beira-Mar, revelou à GAZETA DE ALAGOAS um dos agentes federais responsáveis pela segurança dos dois presos. ?Um deles dormiu na mesma cama de Beira-Mar?, ironizaram os agentes federais de plantão, ao revelar que o colchão usado por Beira-Mar não cheira bem. A cela dos dois presos mede 4m por 3m, tem banheiro, cama de cimento, colchão simples, é monitorada 24 horas por câmara de televisão e é para presos sem diploma de nível superior. Reinaldo Pitta e Alexandre Martins têm o segundo grau, o que não lhes dá direito à cela especial. Visitas da família para os dois não foram vetadas, disseram os federais. Familiares e advogados tentaram se comunicar com Pitta e Martins por telefone no domingo. Mas as ligações do Rio não foram repassadas. O superintendente exonerado da PF, delegado Paulo Rubim, antes de viajar domingo para Santa Catarina, não definiu o tempo que Pitta e Martins ficam em Alagoas. O assessor de imprensa da PF, Romildo Albuquerque, disse que ?os presos são da Justiça Federal, ficam na carceragem da Superintendência da PF, o tempo que a Justiça determinar?. O secretário de Justiça e de Defesa Social, Roberval Davino, e o governador Ronaldo Lessa (PSB/AL) não foram comunicados oficialmente da transferência. ?São presos federais que estão sob a responsabilidade da PF. Não havia necessidade de comunicação prévia porque os dois estão sob jurisdição federal -, justificou. Davino frisou, ainda, que ?não foi preciso montar uma operação de proteção com os nossos policiais porque os presos não oferecem a mesma periculosidade que o Beira-Mar. O caso deles é de crime de colarinho branco?. Lessa não ficou chateado. Mas considerou um ato deselegante das autoridades federais transferir os dois presos sem avisar às autoridades alagoanas. Pitta e Martins saíram do Rio com uma estratégia em que poucos policiais sabiam o destino certo dos dois. Por volta das 15 horas de domingo seguiram de avião comercial para São Paulo; às 17 horas embarcaram num vôo repleto de turistas e com escala em Salvador (BA). Três agentes operacionais faziam a escolta e um deles ouviu Pitta dizer que a vinda para Maceió foi uma das condições imposta para se entregar à Justiça Federal. Os dois presos foram acusados pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O MP afirma que a dupla é responsável pela remessa ilegal para a Suíça do dinheiro dos auditores federais e fiscais envolvidos no escândalo. Uma empresa de Pitta e Martins, a Gorin Promoções Ltda., tem conta no mesmo banco dos fiscais envolvidos. Além disso, cinco funcionários dos empresários confirmaram à Justiça que emprestavam suas contas pessoais para que eles movimentassem dinheiro da venda de jogadores. Os dois empresários foram beneficiados por uma liminar do Superior Tribunal de Justiça, que garantiu o direito de apelar em liberdade. Na quinta-feira, o juiz federal Flávio Roberto de Souza negou o pedido de prisão especial para os empresários e determinou retorno à cadeia de cinco dos 22 condenados por envolvimento no escândalo do propinoduto, entre eles os empresários de futebol Reinaldo Pitta e Alexandre Martins.

Relacionadas