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PF INVESTIGA ATAQUES AO SISTEMA DA JUSTIÇA ELEITORAL

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Cascavel, PR - Os ataques cibernéticos sofridos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) neste domingo (15) são de um tipo que ocorre frequentemente na internet e foram realizados por um grupo hacker já carimbado. A Polícia Federal investiga o caso. Até a publicação desta reportagem, o que se sabe é que os ataques envolveram a divulgação de dados internos antigos e de tentativas de causar instabilidade nos sites do próprio TSE e dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). Tudo sem relação com a lentidão na apuração dos votos, um problema à parte. Em entrevista coletiva de imprensa na noite de domingo, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, disse que os ataques foram identificados como tendo partido de Portugal, ou coordenados por um cidadão português. A investida foi assumida pelo Cyber Team, já conhecido no meio da cibersegurança por fazer hacktivismo, ou seja, hackear em forma de protesto, com motivação ideológica. O grupo é liderado pelo hacker conhecido na internet como “Zambrius”. Ele foi preso preventivamente em Portugal em abril deste ano por realizar diferentes ataques cibernéticos no país. Posteriormente passou a prisão domiciliar. De acordo com o jornal Diário de Notícias, o cibercriminoso é monitorado pelas autoridades desde 2017, quando tinha 16 anos e foi identificado como membro de um grupo que atacou a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República de Portugal. A versão do hacker diverge daquela das autoridades brasileiras em dois pontos: segundo o jovem português, o acesso aos dados internos continuava vulnerável pelo menos até a tarde desta segunda-feira (16) e as tabelas divulgadas foram extraídas no sábado (14). O TSE nega e diz que as informações foram obtidas semanas antes. De acordo com o próprio Tribunal, além dos dados vazados, os hackers fizeram um ataque DDoS (sigla em inglês para “negação de serviço”). Essa modalidade inunda os servidores do alvo a fim de causar instabilidade ou até derrubar algum sistema. É como o que acontece quando sai o resultado do vestibular em uma universidade: muitas pessoas acessam o site ao mesmo tempo e ele fica lento, mas feito de forma artificial. Zambrius confirmou à reportagem que o grupo tentava causar instabilidades nos sites dos tribunais regionais ainda na tarde de domingo.

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