Política
Senador afirma que Pa�s vive paralisia do desenvolvimento
MARCOS RODRIGUES O senador em exercício João Tenório (PSDB) criticou, ontem, durante visita à sede da Organização Arnon de Mello, o que ?considerou paralisia do desenvolvimento? no primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao se referir à reforma administrativa promovida pelo governador Ronaldo Lessa (PSB), o senador considerou ?exagerado? o número de cargos, principalmente por conta das condições de pobreza em que vive Alagoas, no que se refere ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Segundo o senador, o presidente Lula perdeu a oportunidade política de tornar a produção mais barata no país. ?O presidente tinha todas as condições de dar um rumo para o desenvolvimento desonerando a produção o que naturalmente provocaria geração de empregos. Politicamente, o momento era favorável, principalmente por conta da conjuntura de sua eleição?, avaliou o senador. Ele, que deverá ficar em Brasília enquanto durar a licença do titular, o senador Teotônio Vilela disse que encontrou o congresso mergulhado na discussão final sobre as reformas: previdenciária e tributária. Sobre esta última, Tenório também considerou equivocados os rumos definidos pelo governo. ?A reforma tributária não provocará os avanços que se esperava. O governo se preocupou muito com um conforto orçamentário para atingir os superávits definidos no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e isso prejudicou?, sustentou o senador. Indagado sobre se irá compor a base de oposição ao governo, o senador preferiu dizer que integrará a ?base dos que lutam por emprego?. Para ele, o pouco tempo, além do fato de não ter nenhuma experiência parlamentar, o coloca na condição de observador privilegiado do processo. Internacional Ainda sim o senador ponderou que há condições objetivas no campo internacional para que se invista no país. ?O mundo hoje busca um local para investir. E na América Latina, o Brasil é que se apresenta como um porto seguro e isso pode fazer com que haja um fluxo de investimentos para o país. Se a situação internacional continuar favorável poderemos inclusive ter condições para uma reeleição?, avaliou o senador. Ao se referir às reformas administrativas promovidas no Estado, ele não poupou críticas. Tenório entende que muito mais do que uma reforma com novos cargos o que se precisava era de cinco bons secretários para dar o rumo da política do governo. ?Fazer uma formatação administrativa complexa para um Estado pobre como o nosso, não traria a solução. Nós que vivemos na iniciativa privada sabemos que isso não funciona e sim departamentos com recursos e gente capacitada?, finalizou o senador.