Política
COMBATE À POBREZA NA CAPITAL DEVE SER MAIOR DESAFIO DE JHC
Análise é do cientista político Eduardo Magalhães, que cita ainda a inexperiência do prefeito eleito
Após derrotar Alfredo Gaspar (MDB) e concretizar uma vitória expressiva no segundo turno das eleições municipais de 2020, JHC (PSB) enfrentará grandes desafios ao assumir a Prefeitura de Maceió a partir de 1º de Janeiro de 2021. Segundo o cientista político e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Eduardo Magalhães, a pobreza deve ser o maior entre os desafios enfrentados por JHC na gestão da capital alagoana.
O cientista político apontou, também, a inexperiência do prefeito eleito na gestão pública como um de seus desafios. “JHC como prefeito eleito de Maceió terá grandes desafios, talvez o maior da vida dele, muito pela falta de experiência dele com a gestão pública. Tem-se o cenário de um estado pobre e uma prefeitura falida. A pobreza vai ser o maior problema a ser enfrentado pelo candidato eleito”, disse Magalhães.
Com uso extenso das redes sociais durante a campanha, JHC se sagrou como candidato dos jovens eleitores e da renovação contra o continuísmo. Para Eduardo Magalhães, este foi um dos atos mais favoráveis para a vitória do candidato do PSB.
“Ninguém é tão hábil e competente como ele para fazer um bom uso das mídias sociais. Isso é comprovado quando se vê que, provavelmente, jovens de até 40 anos correspondem a 70% a 80% dos eleitores do JHC em Maceió, que veem muito mais nele uma esperança de renovação do que no candidato Alfredo Gaspar, que é de uma outra geração. A vitória de JHC foi totalmente beneficiada pelo papel desempenhado pelas redes sociais” disse. Ele acrescenta ainda que a vitória de JHC simboliza, também, uma derrota da atual gestão do governo estado nas urnas do pleito de 2020. “A eleição de JHC é uma vitória contra os Calheiros, assim como aconteceu nas eleições de 2018, que não houve uma vitória de Bolsonaro, o que houve foi um voto contra o petismo. JHC teve votações expressivas como deputado federal, o que significa que ele tem um movimento jovem forte na capital” afirma Eduardo Magalhães.
ABSTENÇÕES
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Não há dúvidas de que as abstenções foram, também, protagonistas nas eleições municipais de 2020. Foram 164.739 eleitores faltosos na capital no 2º turno da disputa para a prefeitura da capital, resultado maior, inclusive, que os votos do candidato derrotado. Para Eduardo Magalhães, isto tem grande influência da pandemia do novo coronavírus, mas, também, é resultado de uma eleição pautada em ataques.
“A pandemia é sim um dos principais motivos pelo alto número de abstenções, mas uma outra razão é o fato de que a eleição não empolgou o eleitorado. Não havia nada de novo, foi pautada em ataques, que faz parte das eleições, mas não deve ser o principal foco e as propostas foram ignoradas. Foi uma campanha curta e fraca”, concluiu Magalhães.