Política
AGENTES DE SAÚDE COBRAM PAGAMENTO DE PISO SALARIAL
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A maioria dos 1.5 mil agentes de saúde e de controle de endemias reclamam também de perdas salariais, da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o trabalho de campo e lamentaram que até as botas adquiridas recentemente para as atividades de campo “eram de péssima qualidade e duraram apenas cinco dias”. O presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde, Fernando Cândido afirmou que “o prefeito Rui Palmeira deixará uma herança maldita para o seu sucessor”.
Ao justificar, disse que o novo prefeito terá de pagar gratificações atrasadas e retroativos de sua categoria relativas ao piso salarial nacional. O piso, este ano, é de R$ 1,4 mil, no próximo ano será de R$ 1,5 mil. “O governo paga o piso de R$ 1,1 mil”.
A prefeitura arrecadou de transferências federais no período mais agudo da pandemia, R$ 150 milhões. O repasse deu suporte para o município enfrentar o coronavírus e ajudou a minimizar os impactos financeiros da crise econômica, revelou uma fonte do Ministério da Fazenda e confirmaram os técnicos da Secretaria Municipal de Economia. O líder dos Agentes de Saúde lamentou que parte dos recursos deveria contemplar a gratificação para os Agentes de Combate às Endemias. “Continuamos esperando o pagamento da gratificação”.
SAÚDE
Na área da Saúde não faltam críticas dos profissionais. As mais comuns são de não pagamento de gratificações e progressões funcionais. Os médicos reclamam da também constante falta de medicamentos e insumos na rede pública municipal e da falta de concurso público. O presidente do Sindicato dos Médicos, Marcos Holanda faz constantemente severas críticas à política de saúde da prefeitura para os usuários do sistema de atendimento e marcação de consultas, a relação difícil com a secretaria municipal de Saúde, cobra pagamento de gratificações e concurso público. As condições de trabalho para os odontólogos municipais foram difíceis, principalmente no período da pandemia. A categoria disse que não tiveram condições de trabalho por conta das precárias condições e falta de EPIs. Reclamam também de falta de pagamento de gratificações e progressões. As reclamações foram confirmadas pela presidente do Sindicato das Odontólogas, Juliana Mafra, que é também servidora do município. Ela confirmou que as categorias se uniram para levar a situação ao então candidato JHC na esperança de que ele corrija as distorções. Ao revelar as condições de trabalho nos postos de saúde, a primeira crítica foi o loteamento das unidades por políticos. Com relação ao funcionamento dos gabinetes odontológicos enumerou diversas falhas que impedem os profissionais de trabalhar. “Neste momento de pandemia é necessário que os protocolos sanitários sejam obedecidos para evitar que os pacientes e/ou os profissionais se contaminem. Passamos muito tempo parados e em diversos postos não há condição de trabalho. Falta o básico como os equipamentos de proteção individual”.