Política
‘A CIDADE AGORA TEM PREFEITO’, AVISA JOÃO HENRIQUE CALDAS
.
Sobre a relação com o Legislativo municipal, JHC não se mostrou preocupado por entender que terá boa relação. “Fui parlamentar nos últimos 10 anos. Ocupei cargo na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional. Participei ativamente da vida legislativa do País. Reconheço a força e o Poder Legislativo. Sei que precisa ser prestigiado, notado, participar das decisões do Executivo. Por isso, acredito na relação republicana e inovadora”.
Na quinta-feira passada, ele se reuniu com vereadores para busca de entendimentos. Afirmou que pretende prestigiar o trabalho parlamentar nos bairros, nas comunidades, em defesa de categorias. Num recado direto aos políticos que se sentem donos de repartições públicas e até dos postos de saúde dos bairros, ele avisou. “A cidade agora tem prefeito”, avisou.
O prefeito eleito JHC recebeu dos servidores um documento onde apontam o loteamento político, reclamam do “inchaço” na folha de servidores comissionados e cobram também pagamento de direitos trabalhistas previsto em gratificações como anuênios e progressões de cargos e por tempo de serviços que a prefeitura deixou de pagar. Os servidores prometem uma trégua de 100 dias para depois cobrar os prejuízos. O prefeito eleito manteve um tom conciliador e pediu apoio às categorias do funcionalismo.
“Os servidores reclamam que nos últimos oito anos a prefeitura evitou o diálogo com as categorias. Depois, tiveram desrespeitados 100% de seus direitos trabalhistas. Esta dívida com os servidores vai gerar outro rombo enorme”, disse o prefeito que já mandou sua equipe de transição fazer o cálculo da dívida para tentar evitar uma demanda judicial gigantesca. “Vou mostrar aos servidores que vivemos um novo momento. Não posso ser responsabilizado pelos problemas gerados na gestão anterior. Teremos que ter bom senso. Vamos sentar e conversar para superar as dificuldades que vivemos hoje”.
O prefeito eleito disse que só pode traçar uma estratégia depois de conhecer o volume do “rombo dos débitos trabalhistas”. Garantiu, porém, que o canal de diálogo com os servidores está aberto. “Vamos usar todo o conjunto de medidas que temos para valorizar o funcionalismo municipal”.
Parte dos problemas foi gerado pelo loteamento da máquina pública. “Chegamos a ter ciência do absurdo de ter vereadores com mais de 300 espaços [cargos] dentro da prefeitura”. Uma das medidas para enxugar os gastos é reduzir a folha de comissionados. “Nos primeiros meses teremos cortes drásticos para iniciar o ajuste fiscal”.