Política
OPOSIÇÃO JÁ COMEÇA A GANHAR CORPO NA CASA
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A pergunta que não quer calar é se JHC terá opositores ferrenhos na Câmara. Um dos que sinalizaram agir desta maneira foi o vereador eleito Leonardo Dias (PSD), que declarou voto a Alfredo Gaspar no segundo turno e, no mesmo manifesto, criticou o então candidato do PSB. Dias conversou com a Gazeta e adiantou que agirá com independência no mandato, sem oposição intransigente.
“Primeiro é importante frisar que a direita alagoana não se viu representada por nenhuma das opções no segundo turno. A coligação PSB + PDT representa a junção de uma esquerda que pretende substituir o PT no papel de provedor do atraso do nosso país. Jamais votaria em partidos socialistas. Minhas críticas ao JHC sempre foram em razão de seus votos contrários às pautas que considero fundamentais pra o país, como o equilíbrio fiscal, previdência sobre controle, liberdade para empreender”, destaca.
Ele acrescenta que vai agir como faria caso Alfredo tivesse se saído melhor nas urnas. “Serei independente. Votarei com o prefeito nas pautas que coincidirem com o que defendemos e serei ferrenho opositor a tudo aquilo que for contrário a Deus, à Pátria e à família”.
O futuro vereador garantiu que não fará uma oposição mesquinha a JHC. “Minha posição será de avaliação crítica, apoiando o que é bom para o município e me opondo ao que entendo ser prejudicial ao cidadão. Obviamente, cumprindo meu papel, fiscalizarei de perto a destinação de recursos e a qualidade dos serviços prestados pelo poder público”, explicou.
Dias revela que tem sido procurado por outros vereadores desde o dia posterior à eleição, e não, apenas, pela articulação governista. E assegura que não tem interesse em fazer parte da Mesa Diretora. “Defendo que a Câmara tenha independência em relação ao Executivo. Precisamos parar de vincular a formação de mesa à bancada governista, alicerçada no fisiologismo. Realmente, me soa estranho que o prefeito tenha tido tanta pressa em interferir em um processo interno de um Poder que deve ser independente. Creio que a decisão deverá ser tomada em conjunto com os meus colegas de partido: Zé Márcio Filho e João Catunda, com quem tenho conversado frequentemente”, ressalta.
Um que ainda não falou publicamente sobre a maneira como vai tocar o mandato é o novato Dr. Valmir, do PT. Internamente, ele tem conversado com interlocutores do partido e ouvido os dois lados que pretendem comandar a Câmara. Os assessores do eleito dizem que Valmir é um médico prudente e próximo do povo, com quem pretende se relacionar ao longo da trajetória no Legislativo. O petista deve tomar uma decisão acerca do posicionamento que deve adotar em relação ao Executivo no começo da semana que vem. TG