Política
Partidos querem T�o como candidato a prefeito
ARNALDO FERREIRA Nos últimos dias de 2003, os bastidores da corrida pela prefeitura de Maceió ganharam uma movimentação intensa. Os grupos de Centro-esquerda forçam o senador Teotonio Vilela Filho a entrar na disputa. As pré-candidaturas, líderes das pesquisas de bastidores, como a de Cícero Almeida (PDT) e do deputado João Lyra (PTB) param de crescer e deram fôlego às pré-candidaturas do PSB e do PPS, que andavam em banho-maria. O PPS ao perceber que a prestação de contas da prefeita Kátia Born (PSB) em horários estratégicos ajuda no marketing político-eleitoral socialista entrou com um recurso na Justiça para tirar as propagandas do ar. ?As aparições da prefeita e do vice-prefeito Alberto Sexta- Feira, em suposta prestação de contas da administração e das obras executadas pela prefeitura, são campanhas personalísticas e que têm o objetivo meramente eleitoral. A lei é clara: o administrador não deve fazer campanha pessoal com recursos públicos?, afirmou o presidente do PPS, que é também pré-candidato a prefeito de Maceió, Régis Cavalcante. ?O PPS é oposição à prefeita Kátia Born?, admitiu Régis que vai enfrentá-la pela segunda vez. O último confronto de Kátia e Régis foi em 2002, quando o ex-deputado federal ficou em segundo turno e terminou derrotado. Kátia negou que esteja fazendo propaganda pessoal. ?Estou prestando contas do meu mandato. Passei três anos sem investir em propaganda e apanhei direto da oposição. Agora que estou mostrando os resultados de minha administração o PPS se dói. Isto é falta do que fazer?, desabafou. O vice-prefeito Alberto Sexta-Feira disse que vai responder ao pré-candidato do PPS juridicamente. ?O PPS está com ciúme do nosso trabalho. O deputado teve a oportunidade de ajudar Alagoas e Maceió e no entanto passou em branco. Agora, o nosso adversário faz esta demonstração de ciumeira?. Sexta-Feira disse que a ação do PPS só teria sentido se a prefeitura tivesse divulgando mentiras ou enganando a população. ?Se o PPS tem dúvida do que estamos falando, vai lá no Conjunto Moacir Andrade, na Vila Santana, na Vila Brejal, na Grota do Moreira, passe pela orla de Maceió que vai ver o que estamos fazendo?. A prefeita Kátia Born disse ter encomendado uma pesquisa de bastidores onde, segundo ela, aparece as pré-candidaturas do PDT e do PTB estagnadas e com tendência de queda e as candidaturas de centro-esquerda com tendência de subida. Dos quatro pré-candidatos do PSB, dois: o vice Sexta-Feira e o deputado federal Maurício Quintela investem pesado em seus marketing pessoais. Mas o deputado Givaldo Carimbão continua bem entre as camadas mais pobres da população. PDT Já o líder das pesquisas, o deputado Cícero Almeida (PDT) encerra o ano encarnando a pré-candidatura com aparições no horário da propagando eleitoral gratuita. O presidente do diretório municipal, Corintho Campelo, através de entrevistas nas emissoras de rádio, disse que ?a candidatura do PDT é programática e para valer?. Mas não deixou claro como será a política de aliança do partido. De certa forma desmentiu qualquer possibilidade de recuo da candidatura majoritária do PDT. ?Nós temos uma candidatura forte e condições de discutir um projeto de aliança, ficando com a cabeça de chapa?, destacou Corintho, que ressaltou também o papel de articulação do presidente do diretório estadual Geraldo Sampaio. Os rumores com informações falsas sobre as pré-candidaturas também ajudaram a criar um clima de tensão. Uma delas dava conta de que o segundo colocado nas pesquisas, o deputado João Lyra, poderia desistir de disputar as eleições municipais. Mas, através de interlocutores especiais, o parlamentar avisa: ?Não sou homem de desistir de nada. Hoje, as pressões são muito fortes para eu manter candidatura. Não tenho motivos para desistir deste projeto?. PMDB A maior liderança do PMDB alagoano, o senador Renan Calheiros fecha a última semana do ano chamando todos os partidos da base aliado dos governos do presidente Lula e do governador Ronaldo Lessa (PSB) para retirar seus nomes e discutir a governabilidade. ?Neste momento devemos discutir um plano de desenvolvimento para Maceió. Seria importante a gente construir a convergência dos partidos aliados em torno de um programa?. Renan destaca que qualquer integrante do grupo aliado que tiver densidade eleitoral, capacidade e probidade poderá ser o candidato a prefeito, ?seja de que partido for?. O senador terminou jogando um balde de água fria na pré-candidatura do pastor João Luiz. ?O PMDB não cogita apresentar candidato. Só se for extremamente necessário o PMDB apresentará seu nome. O que queremos é construir uma frente política?. Renan permanece com o ponto de vista que a decisão de nomes majoritários deve acontecer entre os meses de março e abril. E a única exceção que abriu foi em torno das especulações sobre a suposta pré-candidatura de Teotonio Vilela Filho. ?Não acredito que Téo seja candidato. Mas se ele aceitasse seria o melhor para Maceió. Ele é o meu candidato. Se Teotonio aceitar disputar a prefeitura eu só teria a comemorar?, afirmou o senador, que tem conversado com o PT, PTB, PDT e não descarta a aliança PMDB e PT nas eleições municipais.