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COM R$ 33 MILHÕES PARA ALAGOAS, LEI ALDIR BLANC É PRORROGADA

Havia o risco de os estados terem que devolver os recursos para o governo federal neste final de ano

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Em abril passado, artistas organizaram protestos pedindo agilidade da Secult na liberação dos recursos da nova lei
Em abril passado, artistas organizaram protestos pedindo agilidade da Secult na liberação dos recursos da nova lei -

O anúncio da prorrogação do repasse dos valores relativos ao auxílio emergencial previstos na Lei Aldir Blanc, pelo governo federal, acabou sendo uma alívio para artistas, produtores culturais e proprietários de espaços de eventos. Em especial, em Alagoas, onde os embates envolveram muita falta de transparência, medo de devolução de recursos e o repasse de valores elevados para empresas promotoras de Réveillons. Ao todo, foram liberados R$ 33 milhões para o Estado, o maior volume em investimento no setor já visto por aqui. A bronca dos artistas, que até a semana passada estavam mobilizados em busca de informações, parece ter sido sanada com uma típica solução caseira. O dinheiro que sobrou em alguns editais foram remanejados para outros, a fim de evitar a volta do dinheiro para Brasília. Até a véspera de Natal, eles estavam sem saber os critérios de avaliação e como poderiam ter acesso aos detalhes para recorrer, bem como ratificar alguma etapa.

Pelas contas e o que chegou a ser apurado pela Gazeta, a sobra de R$ 6,7 milhões corria mesmo o risco de retornar para Brasília. Mas, depois da pressão e protesto, a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) anunciou como seria feito o processo para inclusão de todos os inscritos. Com isso, a repercussão e os questionamentos diminuíram. Mas aí já havia vazado que parte dos valores, alguns da ordem de R$ 300 mil, foram destinados para empresas privadas que promovem eventos fechados ligados à virada do ano. Outros R$ 100 mil também teriam sido destinados a um bar. A coincidência de nomes também teria acendido o sinal de alerta para os artistas. Conforme foi divulgado pelo Governo do Estado, o dinheiro foi repassado para editais de diversos segmentos culturais: Vera Arruda, Dinho Oliveira, Zailton Sarmento, Elinaldo Barros e Eric Valdo. Por conta da Covid-19, algumas dessas produções terão que ser realizadas em plataformas virtuais. Como o dinheiro só foi liberado no apagar das luzes de 2020, e alguns corriam risco de não cair na conta dos selecionados, a prorrogação da lei é uma garantia a mais de que todo o processo será conduzido de forma mais organizada. Conforme explicou, em vídeo, a própria secretária estadual de Cultura, Melina Freitas, o objetivo desde o início foi o de democratizar o acesso aos recursos para que todos os segmentos afetados pela parada das atividades pudessem voltar a produzir. Agora, é esperar a conclusão dos repasses e consequentemente o cumprimento dos cronogramas do que foi proposto pelos selecionados. Vale lembrar que, por se tratar de recursos federais, tudo será fiscalizado pelos órgãos de fiscalização de controle, a exemplo da Controladoria Geral da União (CGU). Sendo assim, a prestação de contas precisa ser feita de forma precisa e detalhada.

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