Política
APÓS ELEIÇÃO DA MESA, DISPUTA NA CÂMARA AGORA É PELAS COMISSÕES
MDB deve ocupar maioria; Comissão de Constituição e Justiça e a de Orçamento são as mais cobiçadas
Depois da turbulenta eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Maceió, que terminou com a vitória do vereador Galba Neto (MDB), outra disputa que promete agitar os bastidores é a por espaço nas comissões permanentes do Legislativo. Isto porque são elas que analisam os projetos dos próprios pares, mas principalmente os encaminhados pelo Poder Executivo.
O MDB, enquanto maior legenda, deve estar presente na maioria delas: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Comissão de Orçamento e Finanças (COF). Por outro lado, como a divisão é por representatividade, a oposição - formada pelo G-11, grupo de onze vereadores - também vai ter espaço garantido, disputando com o G-14, grupo que venceu a disputa pela Mesa Diretora.
Entretanto, vale lembrar que o MDB está rachado, já que Fernando Hollanda (MDB) e Olívia Tenório (MDB) compõem o grupo opositor. Logo, se mantiverem na oposição, podem representar embaraços aos interesses do prefeito João Henrique Caldas (PSB) logo no início do mandato.
Por esta razão, o tema já é visto como importante no Executivo, que sabe que isso é algo que pode sim influenciar no andamento de matérias de interesse imediato. Ainda assim, o próprio prefeito não quer intervir na discussão, deixando o tema para a sua base na Casa.
Efetivamente, a formação das comissões ocorrerá em fevereiro, no retorno do recesso parlamentar. Mas, conforme apurou a Gazeta Digital, o levantamento dos espaços que cada legenda deverá ocupar, principalmente nos respectivos comandos, já começou.
O Regimento Interno é claro quanto à representatividade. Entretanto, a articulação para a presidência tem um componente político importante. Em geral, os vereadores mais experientes costumam ocupar esses espaços.
No momento, a principal pendência para a atual gestão é a aprovação do orçamento para o ano de 2021. É ele que vai nortear a disponibilidade de recursos que JHC terá para suas primeiras ações e gastos com a máquina administrativa.
Logo, se a apreciação tiver apenas base técnica, sem interferência política que provoque ainda mais atraso, melhor para a gestão. Como já se sabe que o consenso nem sempre estará presente, quanto mais espaço os governistas ocuparem, o andamento poderá ser facilitado.