Política
Sucess�o de K�tia esquenta corrida com 13 pr�-candidatos
ARNALDO FERREIRA / MARCOS RODRIGUES O ano começa com uma dúvida na corrida pela prefeitura municipal: o PSB vai emplacar o seu terceiro prefeito? Para responder a esta questão, ou aumentar as especulações aparecem 13 nomes como pré-candidatos e mais as indefinições do PMDB e PSDB, ambos no governo de Kátia Born e Ronaldo Lessa. Na prática, a corrida começou na passagem do ano, com a maioria dos pretensos candidatos fazendo suas aparições nos révellions populares e mostrando disposição de intensificar suas investidas, já a partir deste mês, em busca de apoio para chegar à Prefeitura de Maceió. A primeira baixa não é significativa, porque nem chegou a emplacar. O deputado Cícero Amélio (PMN) oficializou a desistência pela disputa. Em seu lugar entra o presidente do partido, o pastor e radialista Ildo Rafael. ?Entro na disputa agradecendo aos eleitores que me deram 50 mil votos em Maceió?, disse Rafael, ao justificar a distribuição de panfletos e colocação de cartazes em vários pontos da cidade. Já o líder das pesquisas de bastidores, deputado Cícero Almeida (PDT), começa o ano confirmando seu desejo pelo cargo de prefeito, mas alertando para o fato de que não será ?usado? pelo partido. ?Estou na disputa porque vejo aceitação para o nosso nome na periferia e nas pesquisas dos outros. Como nas outras eleições entrei de cabeça, nessa só saio com apoio?, disse Almeida. Sobre as articulações de bastidores, ele disse que tudo está nas mãos de Geraldo Sampaio e Corinto Campelo. Este último é secretário Estadual do Trabalho e Emprego e demonstra fidelidade a Lessa, pelo menos nos discursos. O deputado disse desconhecer que sua candidatura esteja sendo negociada pelo companheiro de partido, o industrial Bob Lyra, para favorecer uma pré-candidatura governista. ?Se eu perceber que estou sendo usado serei o primeiro a desistir?, afirmou Almeida. PTB O pré-candidato do PTB e primeiro a anunciar o desejo de substituir Kátia Born, deputado João Lyra, fechou o ano de 2003 confirmando sua candidatura. ?Não há motivo para iniciar a propaganda antes da autorização da Justiça Eleitoral. Mas todos sabem que sou candidato?, disse. Lyra percebe que virou ?saco de pancadas? dos governistas e ainda conta com a dúvida de alguns colunistas. Porém, não rebate as críticas e diz: ?minha campanha será em alto nível. Maceió não agüenta mais as agressões do período eleitoral. A cidade quer projeto de desenvolvimento e de geração de emprego?, frisou o deputado, em contato mantido com a GAZETA DE ALAGOAS. PPS Os militantes e dirigentes do PPS prometem expor na mídia as fraquezas e supostas mazelas que aproximam a prefeitura de Maceió do Legislativo. Isto começou com o próprio pré-candidato Régis Cavalcante. ?A cidade está abandonada. A periferia esquecida e o Legislativo não fiscaliza nada?, afirmou. Régis tenta recuperar seu prestígio eleitoral depois de não se reeleger deputado federal. Esta foi a sua segunda grande derrota política. A primeira foi para a própria prefeita Kátia Born, no segundo turno da polêmica disputa do ano 2000. Agora, ele entra na disputa contando com o apoio declarado da senadora Heloísa Helena (Sem partido). PSB Ter a máquina do governo municipal e estadual nas mãos não é garantia de tranqüilidade. Isto é facilmente observado nos bastidores do partido governista. A prova disso é que internamente existem quatro nomes que só aumentam as dúvidas sobre a escolha. Entre os pré-candidatos: Alberto Sexta-Feira (vice), os deputados federais Givaldo Carimbão e Maurício Quintella e o vereador Marcos Vieira, nenhum apresenta aumento no índice de aceitação nas pesquisas feitas pelos partidos. Mas a prefeita garante: ?Vamos visitar casa por casa e mostrar por que o PSB tem que continuar administrando a cidade?. Já o governador Ronaldo Lessa acha que o partido vai crescer na pesquisa quando escolher definitivamente o candidato. Há dois meses Lessa anunciou que faria pesquisas para medir a popularidade de seus quadros. Mas ainda não teve tempo. Quando apresentou os candidatos ele chegou a admitir que o PSB poderá não ser o cabeça-de-chapa. PT Mesmo com Heloísa Helena fora do páreo, as mulheres estão em alta no PT. Cláudia Amaral (presidenta do Diretório Municipal) e a sindicalista Lenilda Lima vão sustentar as suas pré-candidaturas até o fim de janeiro, quando o partido define o seu nome. As duas enfrentam o deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, que também é presidente do Diretório Estadual. ?Não há favoritos. A democracia interna do partido divide as tendências. Ainda vão acontecer dois debates decisivos para definir candidaturas?, observou a sindicalista Lenilda Lima, ao reconhecer que o ?PT está mal na fotografia?. Paulão, por sua vez, articula conversas com todas as tendências. Ele acredita que poderá eliminar a disputa e escolher um nome de consenso. Nanicos Os partidos emergentes ou ?nanicos? também se mexem em torno de candidaturas com ?cacife financeiro?. A única exceção é o PT do B, que lançou o deputado Marcos Barbosa. Porém, efetivamente, ele nem aparece nas últimas pesquisas qualitativas. Seu nome só aparece em bairros pobres da zona sul da cidade. Lá estão suas bases eleitorais. O PC do B aposta que o ex-deputado Eduardo Bonfim possa encarnar uma candidatura de centro-esquerda. A dificuldade para que isso evolua está na falta da militância. O partido já não domina mais diretórios estudantis, grêmios e sindicatos. Por isso, aposta no imponderável: espera que o governo o reconheça como força política. Dúvidas O senador Renan Calheiros começa o ano provocando uma confusão no Diretório Municipal. O presidente Adeilson Bezerra queria iniciar janeiro com uma pré-candidatura, mas foi aconselhado a desistir do projeto. ?O PMDB só terá candidato majoritário se for necessário. Só vamos discutir essa possibilidade em março?, avisou Renan. O seu temor é que a precipitação afaste o partido do governo, o que ele nem sonha que aconteça por causa do ?projeto 2006?. Os tucanos ainda estão indecisos. A cidade e os partidos comentam a possibilidade de o senador Teotonio Vilela encabeçar uma chapa de centro-esquerda. Mas nem o governador Ronaldo Lessa acredita nesta possibilidade. ?O Téo não tem característica de candidato para cargo executivo. Ele gosta de atuar no parlamento?, refletiu o governador. Mas até as definições, todos os nomes surgem como possibilidades.