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Política O impeachment de Donald Trump foi aprovado por 232 votos, sendo 222 de democratas e 10 de republicanos

EUA: CÂMARA APROVA IMPEACHMENT DE TRUMP

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Por Folhapress | Edição do dia 14/01/2021 - Matéria atualizada em 13/01/2021 às 22h02

São Paulo, SP - Donald Trump se tornou, nesta quarta (13), o primeiro presidente dos Estados Unidos a ter dois impeachments aprovados na Câmara dos Deputados. Ele foi considerado culpado de insuflar uma insurreição contra o governo do país. A decisão veio a uma semana do fim de seu mandato. O impeachment foi aprovado por 232 votos, sendo 222 de democratas e 10 de republicanos. Já 197 republicanos votaram contra o pedido, e quatro membros do partido de Trump se abstiveram. Ao todo, há 435 parlamentares na Câmara, sendo que dois assentos estão vagos no momento. Os dez republicanos que votaram a favor do impeachment são: Adam Kinzinger (Illinois), Anthony Gonzalez (Ohio), Dan Newhouse (Washington), David Valadao (Califórnia), Fred Upton (Michigan), Jaime Beutler (Washington), John Katko (Nova York), Liz Cheney (Wyoming), Peter Meijer (Michigan) e Tom Rice (Carolina do Sul). A Câmara aprovou outro processo de impedimento de Trump em 2019, mas ele foi inocentado depois pelo Senado. Naquela ocasião, nenhum deputado republicano votou contra o presidente. O processo agora segue para o Senado, onde precisará ser aprovado por maioria de dois terços (67 de 100 senadores). Trump só é obrigado a deixar o cargo depois dessa outra votação. Ainda não há data definida para que ela seja feita. O mandato do republicano termina dia 20 de janeiro, e é pouco provável que o impeachment seja aprovado até lá. No entanto, o processo deve continuar, com o objetivo de retirar direitos políticos e impedir que ele volte a disputar a Presidência. Nos EUA, o impeachment prevê duas penas: a perda de mandato e a proibição de que o réu volte a ocupar cargos federais, este último a depender de uma votação por maioria simples, no Senado, após a condenação. Iniciado pela bancada democrata, o pedido de afastamento tem como base o discurso de incitação à insurreição e à violência que motivou a invasão do Congresso americano na semana passada por uma multidão de apoiadores de Trump. Cinco pessoas morreram durante o episódio, mas o presidente não demonstrou qualquer arrependimento por ter insuflado seus seguidores a “lutarem para valer” horas antes da cerimônia de certificação da vitória do democrata Joe Biden. Pelo contrário, Trump afirma que seu discurso foi “totalmente apropriado”. Segundo o pedido de impeachment, Trump “fez, deliberadamente, declarações que encorajaram ações ilegais” e “continuará sendo uma ameaça à segurança nacional, à democracia e à Constituição se for autorizado a permanecer no cargo”. “Incitados pelo presidente, membros da multidão à qual ele se dirigiu (...) violaram e vandalizaram o Capitólio, feriram e mataram equipes de segurança, ameaçaram membros do Congresso e o vice-presidente e se engajaram em atos violentos, mortais, destrutivos e sediciosos”, diz o documento. A carta cita ainda falas de Trump, como “se vocês não lutarem para valer, vocês não terão mais um país”, e menciona os esforços dele para subverter a eleição que perdeu, como o telefonema ao secretário de Estado da Geórgia, a quem pediu que “encontrasse votos” para mudar o resultado, além das reiteradas e infundadas declarações de que a vitória de Biden era resultado de uma fraude generalizada no pleito. “Em tudo isso, o presidente Trump colocou gravemente em perigo a segurança dos EUA e de suas instituições governamentais. Ele ameaçava a integridade do sistema democrático, interferia na transição pacífica de poder e colocava em perigo um braço do governo. Assim, ele traiu sua confiabilidade como presidente, para prejuízo manifesto do povo dos EUA”, diz o texto. A sessão para debater o afastamento começou pouco depois das 9h (11h em Brasília), com deputados democratas e republicanos apresentando seus argumentos a favor e contra o impeachment. O primeiro a falar foi o presidente do Comitê de Regras da Câmara, o democrata Jim McGovern. Ele disse que, enquanto permanecer na Casa Branca, Trump representará um perigo para os EUA e acusou o líder republicano de “alimentar a raiva de uma multidão violenta” ao repetir “sua grande mentira de que esta eleição foi um ataque flagrante à democracia”.

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