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COMBATE À POBREZA NA GESTÃO JHC SERÁ FOCADA NA ASSISTÊNCIA

Prefeitura de Maceió planeja estreitar ações junto às comunidades mais carentes; capital tem cerca de 60 mil famílias de baixa renda

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JHC nomeou para a Assistência Social o fundador de uma ONG com atuação no Vergel
JHC nomeou para a Assistência Social o fundador de uma ONG com atuação no Vergel -

O desafio de administrar Maceió, com poucos recursos livres de compromissos fiscais e fundados nos repasses federais, vai exigir cortes significativos em todas as áreas da gestão do prefeito João Henrique Caldas - JHC (PSB). Principalmente porque seu compromisso de campanha envolve a atenção aos mais pobres, tanto que cobrou a promessa feita pelo seu adversário Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB), patrocinada pelo governador Renan Filho (MDB), de conceder auxílio de R$ 100 para as 60 mil famílias miseráveis da capital. De acordo com o emedebista, os recursos sairão do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep). Na coletiva do final do ano deu mais detalhes dizendo que a quantia será paga a famílias abaixo da linha de pobreza. O chamado “auxílio emergencial alagoano” alcançará 180 mil pessoas em todo o Estado, que gerarão um custo de R$ 18 milhões por mês. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 7 anos a miséria se reproduziu e aumentou, em pouco mais de dez mil pessoas, saltando de 50 mil em 2012 para 60 mil em 2019. Nesse período, o Fecoep já estava em operação, já que foi criado em 2000 na gestão do ex-governador Ronaldo Lessa, hoje no PDT. Ou seja, nos últimos seis anos do governo Renan Filho o combate à pobreza não deu resultado e ao invés de erradicá-la, ela se proliferou. Os pouco mais de R$ 170 milhões por ano arrecadados pelo Fecoep patrocinaram construções de hospitais, que foram importantes para o Estado, principalmente no período pandêmico, mas que ao invés de acabar com os pobres ajudaram a mantê-los no mesmo lugar. Agora, finalmente, parece que parte dos recursos cairão direto nas mãos dessas famílias miseráveis. Enquanto isso não vem, JHC acredita no trabalho social do secretário da pasta, o jovem empreendedor social Carlos Jorge, fundador da Ong Manda Ver, com sede no Vergel do Lago. Hoje à frente da pasta, que também faz assistencialismo, ele mesmo sempre acreditou que “ensinar a pescar” sempre foi mais importante que “dar o peixe”. Ainda assim, diante do momento peculiar da pandemia, organizou coleta de alimentos junto a simpatizantes da causa, porque a formação e capacitação de jovens havia sido interrompida. “A fome não pode esperar. As famílias vivem de coisas como catar latinhas e com tudo fechado, nem isso tem sobrado”, lembrou no início da pandemia, quando ainda nem sonhava em se tornar secretário. Acostumado a andar nas favelas da orla lagunar, Carlos conhece bem de perto a realidade de quem vive sem ou quase nada. “Aqui comida é sempre bem-vinda!”, alertava Carlos. Agora, à frente da pasta, está fazendo uma verdadeira “cruzada” na cidade para conhecer toda a rede que pode ser alcançada e a existente de quem trabalha com projetos sociais ligados aos mais pobres. O objetivo é traçar um mapa com o perfil de tudo e todos, para encontrar a melhor maneira de ajudar e buscar ajuda. “O combate à pobreza vai ser liderando como pasta prioritária da Assistência Social em 2021 e nos próximos anos. Nós vamos sim trabalhar com as instituições, a exemplo da Casa de Ranquines, Pestalozzi entre outras que a prefeitura já tem convênio”. Quanto à distribuição de alimentos, é um trabalho contínuo dos CRAS e do CASA. Temos essa dinâmica através do programa. Quanto aos programas de geração de renda temos convênios e parcerias tipo o Senai, onde encaminhamos jovens, mulheres e mães para o posicionamento no mercado e também na geração de renda para ter um ofício e habilidade nova, para o resgate sócio econômico e sócio assistencial”, detalhou o secretário. Em suas redes sociais é possível ver que inicia o dia muito cedo, já em contato e conectado com pessoas das mais diversas áreas. Além de interagir com secretarias afins, também registra encontro com técnicos e anônimos envolvidos com o trabalho voluntário. As ações de combate à pobreza deverão alcançar as famílias que já estão sendo atendidas pelos programas sociais do governo federal, a exemplo do Bolsa Família. Há também a necessidade de identificar as que já foram excluídas do programa nos últimos meses. Nesse sentido, a escola, que também está sendo preparada para garantia do retorno é estratégica para a aproximação das famílias. Por isso, um dos encontros foi com o secretário municipal de Educação, Élder Maia, que tem como uma das missões diminuir a evasão escolar.

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