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COVID: MPE INVESTIGA SERVIDORES QUE FURARAM FILA DA VACINAÇÃO

Em áudio, um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) revela que irá tomar a dose antes do esperado

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Promotor Paulo Henrique Prado diz que servidores podem até perder o cargo público
Promotor Paulo Henrique Prado diz que servidores podem até perder o cargo público -

O Ministério Público Estadual (MP) irá investigar seis funcionários públicos em Maceió suspeitos de “furar fila” para receber as doses da vacina CoronaVac, mesmo não sendo parte dos grupos prioritários. Em um áudio exclusivo da TV Gazeta, um servidor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) revela que irá tomar a dose antes do esperado. “Eu ontem não ia nem ser vacinado, não ia não, tá? Porque é só quem está ‘de frente’, né? . Eu não iria ser vacinado ontem, aí sobrou vacina e me perguntaram ‘o senhor vai tomar agora ou vai tomar depois?’. Aí eu falei ‘sobrou quantas?’ ‘Olha, vamos pegar um aqui de vocês, só um. Não vou perder não meu amigo, bora lá? Um monte de colega meu tomou aqui e até agora nada, bicho”, narra o servidor do Samu. O promotor de Justiça Paulo Henrique Prado, informou que Ministério Público Estadual (MP) recebeu as denúncias e que está apurando a conduta dos servidores, que supostamente estão sendo privilegiados para receber a vacina. Segundo a Promotoria de Justiça de Saúde, no interior do estado outros casos também estão sendo investigados. O MPE investiga as denúncias que chegam ao órgão via redes sociais e na ouvidoria da instituição, que pode ser acessada pelo site institucional. De acordo com o promotor, o servidor público que tomar a vacina furando fila e for comprovado pode responder na Justiça e até perder o cargo público. “A sanção pode ser até criminal, dependendo da gravidade, se a pessoa colocou um dado falso dentro do sistema, se ela usou a famosa carteirada para conseguir ter o seu lugar na fila. Vai depender de cada caso para que isso seja verificado. Esse servidor público pode ser responsabilizado criminalmente e administrativamente, chegando a perder o cargo”. Nos próximos dias, o mais importante é que a população denuncie sempre que souber de um caso assim. “É só entrar no site do Ministério Público para denunciar. Estamos recebendo denúncias, mas elas precisam ainda ser checadas”, explicou.

ESTADO VIZINHO

Em Pernambuco, o Ministério Público Estadual (MP) informou que quem furar a fila da vacinação contra a Covid-19 pode ser enquadrado em 14 tipos de crimes. Abuso de autoridade, concussão, condescendência criminosa, corrupção passiva, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, corrupção ativa, peculato, crime de responsabilidade de prefeito, dano qualificado, furto, roubo e receptação, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, infração de medida sanitária preventiva e crimes contra a fé pública estão entre os casos que podem ser enquadrados. O procurador-geral de Justiça, Paulo Augusto Freitas, disse que imunizar pessoas que não se enquadram "nos parâmetros estabelecidos pelas autoridades sanitárias constitui grave irregularidade, ensejando responsabilização por meio de procedimentos administrativos”.

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