Política
Senador do PFL culpa Executivo por m� imagem do Congresso
Brasília ? O senador Efraim Morais (PFL-PB) atribuiu às reformas ?impopulares? propostas pelo governo a decepção dos eleitores com o desempenho do Congresso Nacional em 2003, conforme pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana. A última pesquisa, sobre o primeiro ano de mandato, demonstrou que apenas 24% dos eleitores consideram o trabalho dos parlamentares ótimo ou bom. A maioria (46%) classifica o desempenho como regular, enquanto 22% o avaliam como ruim ou péssimo. Em dezembro de 2002, logo após a eleição, a maior parte dos brasileiros (57%) acreditava que os parlamentares teriam um desempenho ótimo ou bom, 29%, regular, e 5%, ruim ou péssimo. Segundo o pefelista, o Congresso teve uma pauta de votações ?longa e desgastante?, aprovando reformas de iniciativa do Executivo. ?Evidentemente que a aprovação dessas reformas, tanto a previdenciária quanto a tributária, uma aumentando impostos e outra cortando direitos adquiridos, repercutiu negativamente na imagem que o Congresso projeta para a sociedade, mas entendo que o Congresso trabalhou muito e cumpriu com a sua obrigação no ano de 2003.? Outro lado O líder do PT no Senado, Tião Viana (AC), considerou ?natural? que o eleitor tenha se frustrado com deputados e senadores eleitos em 2002 em virtude do surgimento de novos escândalos de corrupção e da própria incoerência política de membros do Congresso. Disse, no entanto, que ?está otimista com relação ao futuro do Congresso brasileiro?. O líder do PTB, senador Fernando Bezerra (RN), classificou de ?injusta e equivocada? a visão que os eleitores têm. Reeleito nas últimas eleições para mais um mandato de oito anos, ele disse que nos últimos 12 meses nunca viu o Congresso ?trabalhar tanto e com tanta produtividade?. ?Parece que existe a ausência de maior comunicação entre o Congresso e a população para mostrar o que está sendo feito pelo Senado Federal e a Câmara dos Deputados?, afirmou Fernando Bezerra.