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Lula diz que reforma ministerial � especula��o

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Brasília ? A Presidência da República divulgou nota, ontem, em que afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou nenhuma decisão sobre a reforma ministerial, demissão de ministros e prazos para as mudanças na sua equipe. Segundo o documento, as informações publicadas pela imprensa nos últimos dias são ?desencontradas? e ?especulativas?. Segunda-feira pela manhã Lula reuniu-se com o ministro das Comunicações, Miro Teixeira, com o presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, e com o ministro da Casa Civil, José Dirceu. O teor do encontro não foi divulgado, falando-se apenas em ?atualização de assuntos administrativos?, o que fortaleceu as cogitações sobre a saída de Miro, que no ano passado ? apesar da orientação de Lula ? resistiu em deixar o PDT, que virou oposição ao governo. Ainda na segunda-feira à tarde o chamado núcleo duro do governo também esteve reunido. Estavam presentes os ministros Dirceu, Luiz Gushiken (Comunicação de Governo), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Antonio Palocci (Fazenda), e o vice-presidente, José Alencar. Em entrevista coletiva, também ontem, o porta-voz da Presidência, André Singer, afirmou que ?a reforma ministerial não foi tema de nenhuma das duas reuniões realizadas no Palácio do Planalto?. Assessores de Lula informaram ontem que o presidente deve dividir a reforma em duas etapas. A primeira, mais reduzida, seria feita ainda nesta semana para acomodar o PMDB no primeiro escalão do governo. A segunda seria concluída em abril, quando alguns ministros deverão sair para disputar as eleições municipais, o que lhes garantiriam uma saída ?honrosa? sem criar mal-estar no PT ou nos partidos da base aliada. Duas etapas Apesar da divulgação da nota, assessores do presidente admitiam ontem que ele deverá fazer até a próxima sexta-feira a anunciada reforma ministerial para acomodar o PMDB no primeiro escalão do governo federal. As negociações começaram segunda-feira. Assessores de Lula dizem que as mudanças deverão ser divididas em duas etapas: a primeira, mais reduzida, ocorrerá ainda esta semana, e a segunda seria concluída em abril, quando alguns ministros sairão para disputar as eleições. Esse desenho está em estudo e não é definitivo. Mais do que um motivo real para a troca de ministros, as eleições municipais seriam uma forma suave encontrada por Lula para fazer reformas mais profundas na equipe sem melindrar ninguém. O principal objetivo imediato é dar duas pastas ao PMDB, partido que teve uma atuação fundamental para a aprovação das reformas tributária e da Previdência, no ano passado. A reforma foi discutida por Lula segunda-feira com os ministros que integram o chamado núcleo duro do governo: Antonio Palocci Filho (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação de Governo) e Luiz Dulci (Secretaria Geral). Já está certo que as primeiras substituições na equipe não terão como foco mudanças administrativas que poderiam dar mais agilidade ao governo, principalmente na área social. Além das tradicionais pastas de Educação e Saúde, essa área é composta de dois ministérios ? Assistência Social e Segurança Alimentar ? e uma secretaria-executiva, a do programa Bolsa-Família.

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