loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

COLETA DE LIXO PODE TER REVIRAVOLTA NA JUSTIÇA

TJ pode determinar retorno de empresa vencedora da licitação após novo posicionamento da Procuradoria Geral da República

Ouvir
Compartilhar
Coleta de lixo da capital é alvo de disputa judicial desde o fim da gestão de Rui Palmeira
Coleta de lixo da capital é alvo de disputa judicial desde o fim da gestão de Rui Palmeira -

O serviço de coleta de lixo, em Maceió, na gestão do prefeito JHC (PSB) pode sofrer mais uma reviravolta na cidade. Tudo porque a Procuradoria Geral da República (PGR) reviu a decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) que obrigou a segunda colocada a assumir o setor, depois de licitação realizada no município. Conforme posição do procurador-geral, Augusto Aras, a primeira colocada no certame deve reassumir sua posição. A posição da PGR ainda não foi analisada pelo TJ de Alagoas, porém, a qualquer momento pode ser determinada pelo presidente, desembargador Kléver Loureiro. Isto porque aguarda manifestação de instância superior, uma vez que o município já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que seja mantido o resultado do processo licitatório. Como a mudança ocorreu no final do ano, período em que a gestão municipal já estava em fase de transição para a nova equipe, o Judiciário evitou um imbróglio ainda maior. Quando julgou o recurso impetrado pelo município de Maceió, ainda na gestão Rui Palmeira (sem partido), a PGR acatou a informação de que o contrato sendo executado pela segunda colocada representava um aumento de custos na ordem de R$ 18 milhões. Isso, inclusive, foi determinante para em sua análise reconhecer os prejuízos aos cofres públicos. A empresa vencedora da licitação foi a M Construções e Serviços Ltda. Conforme a proposta que apresentou, ela iria realizar a coleta com valor mensal anual de R$ 111,5 milhões. A concorrente, a empresa Naturalle Tratamento de Resíduos Ltda, apresentou proposta de R$ 129,6 milhões. Porém, ao término do processo, ela contestou o resultado com a alegação de que a vencedora só conseguiu êxito com base em fraude. O questionamento acabou sendo acatado e ela reassumiu os serviços. Agora, a partir da interpretação da PGR, tudo pode ser desfeito. Conforme lembrou o procurador, a empresa que estava em operação com pessoal contratado e executando os serviços conforme havia descrito em sua proposta. Sua interpretação foi a mesma do Ministério Público Estadual (MPE), que já havia identificado o prejuízo ao erário por conta do aumento das despesas. O autor da ação, em nível estadual, o promotor Marcus Rômulo Maia de Mello foi quem primeiro detectou a inconsistência dos questionamentos e manifestou sua preocupação com o impacto financeiro para o município. Um detalhe importante, que talvez ajude a explicar o questionamento da Naturalle, é que ela vinha operando, em Maceió, e foi obrigada a suspender seus serviços. Desde 2018 ela atuava de forma precária, ou seja, sem ter enfrentado concorrência pública. Quanto à análise no STF, inicialmente, ela caberá ao ministro relator Luiz Fux, mas ainda sem data para acontecer. Até lá prevalece a insegurança jurídica de quem opera, de quem operou e da fonte pagadora, uma vez que a gestão do prefeito JHC constatou a existência de serviços, porém, sem empenho para o devido repasse.

Relacionadas