Política
REFORMA TRIBUTÁRIA TERÁ REFLEXO MAIOR NO PACTO FEDERATIVO
Previsão é da bancada federal alagoana, que já se movimenta para as discussões no Congresso
A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aposta na nova composição do Congresso Nacional para aprovar, ainda este ano, a reforma tributária. A bancada alagoana já se movimenta para as discussões e avalia que a matéria, quando aprovada, terá reflexo maior no pacto federativo.
A mudança no sistema – complexo – de impostos do Brasil não será uma tarefa simples, e o Planalto sabe disso, por envolver um emaranhado de problemas que atinge em cheio o cotidiano da população e afeta os interesses (quase sempre) escusos de diversos setores.
Os novos presidentes da Câmara e do Senado Federal adiantaram, na semana que passou, que esperam entregar a reforma tributária em até oito meses, necessidade referendada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O relatório da matéria é esperado para ser entregue ainda este mês, conforme previsão do deputado Arthur Lira (PP).
“Sabemos que precisamos apreciar o projeto da reforma com celeridade, mas, também, com muito cuidado, porque o Brasil é um país muito diverso, com muitas distorções entre os Estados na parte tributária. É necessário simplificar a cobrança de tributos com a unificação de vários impostos, mas proteger todos os Estados, inclusive Alagoas”, informou o presidente da Câmara, ouvido pela Gazeta. Menos empolgado que Lira, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que comanda o Senado, falou à imprensa que as reformas econômicas ansiadas pelo governo federal podem “corrigir distorções” presentes no orçamento da União e aliviar as contas públicas, mas que aprová-la será, talvez, a missão mais complexa do Congresso.