Política
PT e PMDB articulam alian�a em Alagoas para disputar prefeituras e reeleger Lula
ARNALDO FERREIRA O PT e o PMDB já alicerçam a construção de uma aliança nas eleições na maioria dos municípios brasileiros. Os dois partidos demonstram que querem se fortalecer juntos. Por isso, esquecem as divergências ideológicas, se aproximam, ensaiam a construção de chapas majoritárias nas grandes capitais e ambos estão de olho nas eleições gerais de 2006. O projeto do PT é a reeleição de Lula. ?É perfeitamente possível pensar na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem dúvida nenhuma Lula será candidato à reeleição. Temos de nos fortalecer politicamente porque administrativamente o País retoma seu ritmo de desenvolvimento a partir deste ano. O Brasil vai crescer, vai gerar mais empregos. A taxa de juros continua alta, mas já caiu 10 pontos dos 26,5% e vai continuar caindo?. A promessa feita ontem à GAZETA DE ALAGOAS é do único alagoano representante no diretório nacional do PT, o suplente de deputado federal Joaquim Brito - também presidente da Companhia Energética de Alagoas (Ceal). As primeiras pedras para a construção do alicerce da aliança do PT/PMDB foram colocadas no domingo e exatamente na casa de Joaquim Brito, que é também membro do diretório estadual do seu partido. No encontro, onde Brito jura que fora apenas anfitrião, estava presente o presidente do diretório estadual do PT, deputado Paulo Fernando dos Santos ? Paulão ? também pré-candidato a prefeito de Maceió, e do lado do PMDB estavam o maior cacique do partido, senador Renan Calheiros, e o pré-candidato a prefeito, o cardiologista José Wanderley Neto. ?No encontro com o senador Renan Calheiros conversamos de política, fizemos uma avaliação em torno das eleições municipais. Mas não fechamos nenhum acordo?. Porém, Brito deixou escapar um detalhe importante e que indica a construção da aliança: - A conversa que tivemos com o senador Renan deverá ter desdobramentos importantes nas eleições municipais - admitiu Joaquim Brito ao lembrar para a GAZETA que ?há uma resolução do diretório nacional com data de 15 de dezembro de 2003, que estabelece alianças prioritárias nas eleições municipais com os partidos da base aliada?. E acrescenta: ?Eu defendo a aliança com o PMDB porque é um partido da base aliada nacional, é um parceiro fiel, leal, tem a maior bancada no Congresso Nacional. Se tem uma aliança nacional por que ela não deve se repetir em Alagoas??, indagou. Joaquim Brito diz defender a aliança em 2004 porque ela (a aliança) trará desdobramento importante em 2006, nas eleições estadual e federal. ?Eu sou defensor convicto desta aliança com o PMDB?, repetiu Brito, que é da tendência petista ?Articulação Unidade na Luta?, a mesma do deputado Paulão, do presidente Lula, do ministro da Casal Civil, José Dirceu, e do presidente do diretório nacional José Genoíno. A tendência tem a maior densidade eleitoral dentro do Partido dos Trabalhadores e controla a maioria dos diretórios estaduais. A GAZETA DE ALAGOAS tentou falar com o senador Renan Calheiros, porém não foi possível localizá-lo. Mas na sua entrevista no dia 30 dezembro, o senador defendeu a aliança com o PT, admitiu que o seu partido está na base do presidente Lula e deverá, inclusive, compor um ministério.