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Política Rede pública de ensino de Alagoas precisou suspender as aulas presenciais por causa do avanço da Covid-19

ESCOLAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS CONSEGUEM CONCLUIR ANO LETIVO

Unidades devem fechar as lacunas deixadas em 2020 de forma simultânea ao ano letivo de 2021

Por Pâmela de Oliveira | Edição do dia 23/02/2021 - Matéria atualizada em 22/02/2021 às 19h54

O setor da educação certamente foi um dos que enfrentou as maiores dificuldades provocadas pela pandemia da Covis-19 no ano de 2020. Com professores sobrecarregados e alunos com dificuldades de acompanhar o ano letivo, muitos municípios brasileiros ainda não conseguiram concluir o ano letivo de 2020. Na contramão disso, Alagoas conseguiu concluir seu ano letivo nas redes estaduais e municipais, mas deverá fechar as lacunas deixadas por 2020, de forma simultânea ao ano letivo de 2021. Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 13% dos municípios brasileiros ainda não conseguiram concluir seu ano letivo a partir de fevereiro deste ano, devido ao longo período com escolas fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus. Mesmo em meio às dificuldades, Alagoas teve êxito em concluir o período letivo do ano de 2020, mas terá que fechar lacunas deixadas pelo difícil período, junto com a execução do ano letivo de 2021. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), das 800 horas mínimas de aula, apenas 200 horas foram cumpridas de forma remota. Para a professora e vice-presidente do Sinteal Célia Maria Henrique, o ano foi de dificuldades, visto que as aulas remotas não foram de total êxito, já que muitas famílias com alunos nas redes estaduais e municipais não dispõem de dispositivos que atendam à todas as demandas dos discentes durante o período de aula. “Este período letivo foi atípico, de muita turbulência e de muito prejuízo para classe trabalhadora e estudantes. As escolas concluíram seus períodos letivos da forma que foi possível, já que as aulas remotas não funcionam nem 60%. Muitos pais e estudantes dependem de um mesmo aparelho e muitas vezes só conseguem algum proveito com as aulas gravadas. O Estado e os municípios precisam viabilizar os aparelhos para que se tenha um acesso genuinamente democrático”, disse.

Para ela, a categoria de profissionais da educação aguarda o ano de 2021 com baixa expectativa e alerta que o setor também deve ser priorizado na vacinação contra a Covid-19. “É um futuro incerto com a pandemia a todo vapor e por isso nós precisamos que a vacinação dos profissionais da educação e da comunidade escolar aconteça. Ficaram lacunas que só serão preenchidas no ano de 2021, e nós esperamos que não haja sobrecarga dos trabalhadores”, afirmou Célia Capistrano à Gazeta. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirmou que o calendário escolar deve ser reorganizado para reunir os ciclos letivos de 2020 e 2021, numa tentativa de compensar os efeitos provocados pela pandemia. “Para compensar as defasagens de aprendizagem ocasionadas pela pandemia, a Secretaria de Estado da Educação, em 17 de dezembro, publicou no Diário Oficial do Estado de Alagoas (DOE) a portaria do Continuum Curricular, a qual reorganiza o calendário escolar da rede estadual, reunindo os anos letivos 2020/2021 em um ciclo emergencial. A medida visa garantir as aprendizagens não alcançadas em 2020 de forma a assegurar que nenhum estudante seja prejudicado pelas limitações impostas pela pandemia da Covid-19”, diz trecho da nota.

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