Política
Miro Teixeira recusa-se a atender ultimato de Brizola e deixa o PDT
Brasília ? O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, anunciou ontem que vai deixar o PDT. Segundo o ministro, os motivos são as divergências com o presidente nacional da legenda, Leonel Brizola, que determinou a todos os filiados que deixem seus cargos no governo federal até o fim deste mês. Filiado ao partido há 16 anos, Miro também informou que só vai buscar outra legenda após a reforma ministerial. Miro afirmou ainda que seu cargo continua, como sempre esteve, à disposição de Lula em uma possível troca de ministros que venha a envolver seu nome. Anteontem, o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, já havia dito que Miro não tinha mais espaço na legenda. O ministro teria se aproximado demais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o PDT escolheu o caminho da oposição. Correios Indicado pelo PDT para ocupar a presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Airton Langaro Dipp foi afastado do cargo, segundo decreto assinado pelo presidente Lula, publicado no ?Diário Oficial da União? de ontem. Ele será substituído, interinamente, pelo atual diretor de Tecnologia dos Correios, Eduardo Medeiros de Morais, que, a partir de agora, passará a acumular as duas funções. De acordo com o decreto presidencial, Airton Langaro Dipp pediu demissão do cargo. Seus assessores disseram que ele pediu para deixar o cargo porque é bastante ligado ao PDT e temia ser expulso do partido. Segundo nota divulgada no início da tarde por Miro, Dipp deixaria o cargo em breve para concorrer à prefeitura de Passo Fundo (RS) ? candidatos que têm cargos públicos devem se afastar até abril de acordo com a legislação eleitoral. Logo, ele só ?precipitou? sua decisão, nas palavras de Miro. O presidente demissionário dos Correios é o segundo a pedir demissão na área de Comunicações em dois dias. Anteontem, Lula já publicara no ?DOU? o decreto em que exonerava o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Luiz Guilherme Schymura, do cargo. A saída de Schymura foi articulada pelos ministros Miro Teixeira (Comunicações) e José Dirceu (Casa Civil) diretamente com o presidente Lula.