Política
LEI RENAN FILHO É CONTESTADA
Servidores afirmam que reforma da previdência estadual foi arbitrária: “Injusta e cruel”
Após um período de pouco mais de um ano em que servidores ativos e aposentados de Alagoas amargaram a decisão do governo do Estado de aumentar a alíquota de contribuição de 11% para 14% com a sanção da Lei da reforma da Previdência no estado, o governador Renan Filho enfim voltou atrás e anunciou que o valor deve ser revisto nos próximos dias.
O anúncio foi feito na abertura do ano legislativo de 2021 da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para onde o novo projeto de lei deve ser levado para discussão nos próximos dias. Após enfrentar derrotas eleitorais nas eleições municipais de 2020, sindicalistas afirmam que a movimentação do governador pode ter tido fundo eleitoreiro, visto que há intenções de uma possível candidatura para 2022 para o senado federal.
Para o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Alagoas, Ricardo Nazário, o governo estadual não tinha qualquer fundamento para decidir pelo aumento da alíquota ainda em 2019.
“A notícia é sim eleitoreira porque o governo do Estado não tem embasamento para ter aumentado o valor da alíquota previdenciária e descontar dos servidores que ganham acima de um salário mínimo. Hoje os servidores não sabem qual foi o cálculo atuarial da receita da previdência do Estado. Nós não sabemos se realmente existe um rombo na previdência do Estado, não sabemos as verdades desses fatos”, disse Nazário.
Ele pede, ainda, pela volta na cobrança de 11% do desconto da previdência e que aposentados e pensionistas deixem de pagar a alíquota. “O que queremos é que o desconto volte a ser de 11% como era antes e que deixe de descontar de todos os servidores aposentados, voltando a ser descontado somente daqueles que recebiam acima do teto da previdência”, afirmou.
* Sob supervisão da editoria de Cidades.