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VEREADOR ACIONA O MP POR PREJUÍZO DE R$ 1,5 MILHÃO

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Depois de denunciar um suposto esquema que gerou prejuízo de R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Maceió, o vereador Delegado Fábio Costa (PSB) protocolou no Ministério Público Estadual (MPE), na manhã desta quinta-feira (4), documentos que comprovam uma série de irregularidades administrativas e ambientais ocorridas por sete anos na antiga gestão.

De acordo com o vereador, o esquema envolvia a Associação dos Transportadores de Resíduos de Alagoas (ATRAL) e a Aliança, empresa que administraria a Usina de reciclagem de Resíduos da construção civil, fruto de um acordo formal entre a prefeitura e a associação.

O esquema, que o parlamentar chama de Máfia da Metralha, também provocou incalculáveis danos ao meio ambiente, potencialmente causando sérios danos à saúde da população da capital entre os anos de 2014 e 2020, época da gestão do ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira. “Ontem, protocolamos as denúncias no Ministério Público Federal. Na manhã de hoje, fizemos o mesmo no Ministério Público Estadual. Entregamos toda a documentação que fundamentou às denúncias contra esta Máfia da Metralha que impera em nossa capital nos últimos sete anos”, destaca o vereador.

MÁFIA DA METRALHA

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O esquema que envolve a Máfia da Metralha relaciona a Associação dos Transportadores de Resíduos de Alagoas (ATRAL) e a Aliança, empresa que administra a usina de reciclagem de resíduos da construção civil, fruto de um termo entre a prefeitura e a associação. É importante destacar que o Município contava com aterro sanitário de Maceió que já realizava essa atividade, não se justificando a celebração do termo de permissão da usina de trituração de entulhos. Toda essa situação é agravada por que a usina funcionava dentro de uma Área de Proteção Ambiental, mais conhecida como APA do Catolé. No contrato firmado entre prefeitura e a ATRAL, ficou estabelecido que a operacionalização da usina de entulho ficaria a cargo da empresa Aliança, supostamente a única empresa com capacidade técnica e expertise para operar a usina. “Infelizmente, o que constatamos é que tanto o erário público como o meio ambiente foram seriamente lesados neste esquema. Não podemos permitir que quem praticou essas irregularidades e possíveis crimes fiquem impunes. E a população de Maceió pode ter certeza, se chegar ao meu conhecimento de outras máfias, iremos denunciar”, diz.

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