Política
“FARSA CRIADA CONTRA O PT EM 2018”, DIZ RICARDO BARBOSA
.
Para a presidência do PT em Alagoas, a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Lula, tornando-o elegível, descortina, em parte, a armação criada para retirá-lo da disputa eleitoral na campanha de 2018. A Executiva ainda espera a definição da parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro nestes processos e avalia que a movimentação judicial provoca uma virada no cenário político para 2022.
O advogado Ricardo Barbosa, presidente da sigla no Estado, diz que sempre acreditou na nulidade dos processos que resultaram na condenação de Lula, seja no caso do Triplex ou do Sítio de Atibaia.
“Desde o golpe à presidenta Dilma, da perseguição e da prisão do ex-presidente Lula que estamos fazendo a denúncia de que tudo foi uma armação para tirar o PT da disputa eleitoral de 2018, especificamente o Lula. Isto acaba por se confirmar após estes anos todos de sofrimento pessoal do Lula, de todas as perdas dele, além da sua prisão. Agora, a Justiça reconhece, por outras vias, que o processo foi totalmente nulo”, acredita Barbosa.
Ele diz estranhar que o STF decida em relação à competência da Justiça Federal de Curitiba, para julgar os casos do Triplex, do sítio de Atibaia, quando também há ações visando à anulação do processo, também, pela parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro.
“O STF preferiu anular um processo que sabe que é totalmente nulo, uma verdadeira farsa montada e já estava mais do que na hora de acabar com tudo isso, alegando a incompetência da Justiça Federal para não ter que anular o processo baseado na parcialidade do Moro. Se isto acontecer, estaria destruindo todas as ações da Lava Jato. Eles [os ministros] querem salvar a operação, a pele do Moro, concedendo as anulações para não ter que mexer nas decisões da Lava Jato como um todo”, avalia.
Apesar de a sentença de Fachin não contemplar a suspeição de Moro, a direção do PT diz que há motivos para comemorar. “O que importa é que esta anulação coloca o presidente Lula novamente na disputa eleitoral de 2022 e eu tenho opinião, com base em quem ouvi, que esta anulação da condenação é irreversível, sendo improvável possíveis manobras para tirar o Lula do jogo”.
Ele argumenta que todos os atos processuais de condenação a Lula estariam anulados. “Não há mais como oferecer qualquer denúncia contra Lula em relação ao Triplex, ao sítio de Atibaia, porque os prazos estão prescritos. Foi uma grande vitória, apesar de ter sido mais uma manobra, do Supremo Tribunal Federal na tentativa de preservar a Lava Jato, de livrar a pele do Moro. Agora muda todo cenário da conjuntura de disputa presidencial no ano de 2022, porque Lula é candidato. É uma virada grande na disputa política eleitoral no Brasil”.