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PFL quer alian�as para derrotar Lessa e K�tia

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ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES A corrida para a Prefeitura de Maceió começa a ganhar um ritmo frenético. Os partidos de oposição apostam nas confusões internas do PSB do governador Ronaldo Lessa e da prefeita Kátia Born, que comandam a prefeitura da capital há 12 anos, e nos problemas que dividem os diretórios estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores. O PFL, que assume abertamente ser oposição ao presidente Lula e ao PSB alagoano, costura uma aliança com o PTB. Mas admite compor também com o PDT se o partido de Brizola fizer oposição a Kátia Born. ?O PFL e o PTB têm conversado muito sobre as eleições municipais de Maceió. O PFL quer uma aliança com o PTB?, afirmou o presidente do diretório estadual do Partido da Frente Liberal, deputado federal José Thomaz Nonô, ao acrescentar: ?Vou procurar, também, o presidente do diretório estadual do PDT, Geraldo Sampaio, para discutir política de alianças?. Nonô e Sampaio há 40 anos mantêm relação de amizade. Em 2002, os dois conversaram muito sobre as eleições gerais. Mas os dois partidos não se coligaram, em função da conjuntura nacional. Por outro lado, a aproximação PFL e PDT é costurada em nível nacional. O presidente do PDT, Leonel Brizola, recomendou que todos os dirigentes e militantes do partido saiam do governo Lula e evitem composição nas eleições municipais com o PT. A medida é uma retaliação à perda do ministro das Comunicações, Miro Teixeira, que aproveitou a confusão e deixou o partido, ao mesmo tempo em que se reuniu no Rio de Janeiro com o presidente do PFL, Jorge Bonhausen (SC). ?O PFL faz oposição em três níveis: ao governo federal, ao governo de Alagoas e à Prefeitura de Maceió?, enfatizou Nonô. Os liberais estão fora do Poder. Porém, têm diretórios em 82 dos 102 municípios alagoanos. Onde não puderem lançar candidatura própria farão composição. O deputado federal José Thomaz Nonô não vai apresentar seu nome para a chapa majoritária. Mas admitiu que seu partido poderá lançar candidato próprio em Maceió se não conseguir compor. ?Tive acesso a uma pesquisa de bastidores que aponta que estou numa posição eleitoral melhor do que os quatro candidatos do PSB e eu nem sou candidato?, ironizou o parlamentar, sem indicar os nomes do partido que podem ser apresentados para uma composição majoritária na capital. PMDB Nesta onda de recuperação das bases está o PMDB, que nos anos 80 tinha o maior número de prefeitos. O cacique do partido no Estado, senador Renan Calheiros, costura a construção de um ?chapão? na capital e no interior do Estado. Sua idéia é agrupar PMDB, PSDB, PSB, PDT, PT, PPS e PTB, todos integrantes da base aliada do governo, onde o senador tem transitado com facilidade. Suposto candidato ao governo do Estado em 2006, Renan trabalha para acabar com as intrigas que sempre dividiram os partidos e tentará eleger o maior número possível de prefeitos e vice-prefeitos. Assim, acredita estar sedimentando o seu ?projeto de 2006?. Este projeto poderá ficar fortalecido neste domingo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá demarcar os espaços de poder para o partido de Renan. Por isso, o senador desautorizou o presidente do Diretório Municipal, Adeilson Bezerra, a trabalhar candidatura própria até março. ?Vamos discutir primeiro um projeto para Maceió. Depois a gente fala em nomes. O PMDB não tem candidato. Só depois do carnaval vamos pensar em nomes?, declarou Renan, recentemente, à GAZETA DE ALAGOAS. PSB O PSB também não perde tempo. Já está marcada, inclusive, a primeira ida ao Interior para constituir algumas candidaturas próprias. A meta é eleger entre 30 e 40 prefeitos do partido no Interior. Segundo Welisson Miranda, membro da executiva, a prioridade é montar um grupo de prefeitos ?fiéis? ao partido. Na sexta-feira, os socialistas realizaram uma primeira reunião em Delmiro Gouveia, a fim de analisar e traçar um diagnóstico político da situação no Interior, com membros do partido de 28 municípios. Nesta segunda, será a vez de Maceió e 11 regiões metropolitanas. No dia 15 serão dois encontros: São Miguel (às 10h, com 20 municípios) e Arapiraca (às 15h, com 22 municípios). Mas o fato novo do partido foi o reaparecimento do pré-candidato Givaldo Carimbão. Depois de uma viagem à Antartida, representando a Comissão do Meio Ambiente do Congresso Nacional, espalhou-se na cidade que sua candidatura está numa ?gelada?. A fim de virar esse jogo e desfazer a imagem negativa envolvendo o repasse de recursos do Bolsa-Escola estadual para sua entidade, Lar Coração de Jesus, o deputado montou uma agenda típica de candidato. Em dois dias visitou rádios, jornais e ouviu empresários. Num desses encontros com representantes dos comerciantes do centro de Maceió, conseguiu apoio da categoria. O primeiro resultado disso poderá ser visto nas ruas, em outdoors, onde os empresários agradecerão a inclusão de uma emenda no valor de R$ 5 milhões para recuperar o calçadão do comércio. ?Estou na disputa. Quero que o partido mantenha o que foi dito pelo próprio governador e se baseie em pesquisas quantitativas e qualitativas, além de levar em conta a rejeição aos nomes. Até onde sei, estamos muito bem nas primeiras consultas feitas?, disse o deputado. Seu principal argumento para a disputa é sua capacidade de articulação em Brasília. Por isso, não perde tempo em falar das emendas que conseguiu emplacar no orçamento da União de 2004. No campo político, o candidato manteve contatos importantes com os partidos ?nanicos?, ex-prefeitos da capital e com Sandra Menezes, do PV. Essa articulação de apoio do partido é uma das possibilidades para neutralizar Elias Barros, que no ano passado anunciou o desejo de ser candidato pelo partido. PTB O partido do deputado federal João Lyra também não parou de se movimentar. A semana foi marcada por articulações de bastidores. O PTB tem como referencial para conversas os partidos da base aliada do governo federal. Mas, segundo um dos articuladores do ?Projeto Maceió?, ex-deputado João Neto, isso não pode ser considerado única condição para as alianças. A prova disso é que o partido mantém contatos com o PFL, atualmente na oposição. Mas o destaque da semana para o partido foi a definição de documentos que nortearão o programa para a disputa eleitoral. A proposta é de, cada vez mais, subsidiar o pré-candidato do partido sobre os problemas da capital. Segundo João Neto, uma equipe formada por técnicos vem moldando dados sobre os aspectos sociais. Além deles, ex-políticos também ajudam na análise. E os encontros de bastidores continuam.

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