Política
SETOR PRODUTIVO SENTE IMPACTO DAS NOVAS MEDIDAS
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O impacto para os donos de bares e restaurantes, da capital e interior do Estado, agora com medidas ainda mais restritivas, além de prejudicá-los vai expor os consumidores. É o que acredita o presidente da Abrasel, Thiago Falcão, que minutos após a coletiva do governo do Estado reagiu às propostas de fechamento do Centro da cidade e dos shoppings. A entidade pede que o governador Renan Filho (MDB) reveja parte das restrições impostas.
“A medida que foi tomada criando um processo restritivo a bares e restaurantes e ao comércio vai trazer mais insegurança do que segurança. Por isso, essas pessoas vão precisar se alimentar. Com toda a certeza as pessoas que irão ao Centro eles vão fazer uso de clandestinos, ambulantes sem nenhum regramento. Nos shoppings o filme vai se repetir com o que aconteceu no Brasil inteiro, com as pessoas pegando a comida no pague e leve, mas fazendo sua alimentação no estacionamento e calçadas sem regras”, afirma.
Ele lembrou que a queixa não vem de forma desmedida, já que desde o início da pandemia e mais uma vez, agora na 2ª onda, os proprietários cumpriram com todas as determinações, seja as que incluem os protocolos de funcionamento, como as de restrição. Tanto que conseguiram se organizar e na pressão garantiram até um socorro emergencial.
“A Abrasel pede ao governo que reveja essa questão do decreto que proíbe os bares e restaurantes de segunda a sexta-feira no horário de almoço. Já havíamos pedido isso para o Agreste e Sertão. A gente vê no Centro de Arapiraca a realidade que vai se ver aqui com bancos cheios e as pessoas sem opção segura para fazer sua alimentação”, diz.
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Desta vez, ao contrário das outras medidas, a categoria não foi ouvida previamente. Por isso, as decisões tomadas acabaram causando preocupação. Principalmente, porque no último encontro que tiveram estavam momentaneamente afinados com o que fora apresentado pelo governo quanto à ajuda do setor. A preocupação agora é justamente a sensação de que deu com uma mão e tirou com a outra.
Sem praias, sem restaurantes funcionando no final de semana, e limitadamente nos dias úteis, os hotéis também serão duramente impactados. Mesmo sem ter, sequer, sido citados, apenas quando perguntado por repórteres na coletiva, do modo como funcionarão, os turistas que se hospedarem ficarão ‘ilhados’. Com hora determinada para sair, sem ter onde comer e sem opção de lazer.
Na prática, é como se o visitante viajasse para ficar dentro do próprio hotel, o que de fato não existe como opção de viagem. Por esta razão, o setor não esconde a preocupação com o que vai acontecer.
Na noite de ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AL) emitiu a seguinte nota:
"A ABIH-AL vê com preocupação o aumento das restrições porque os hotéis dependem diretamente do funcionamento de outros segmentos para continuarem abertos, como bares e restaurantes, passeios turísticos e acesso às praias. Ou seja, uma limitação maior da atividade turística pode induzir a suspensão da atividade hoteleira, já que o turismo é uma cadeia de setores interligados", disse a entidade.
União
Já o superintendente do Shopping Maceió, empresário Robson Rodas, vítima da Covid-19 ainda na 1° onda em 2020, se manifestou em apoio as medidas adotadas. Mesmo com o impacto na atividade, que deixará de funcionar nos finais de semana e as terças-feiras, bem como com horário reduzido nos dias de semana, não contestou o que foi anunciado.
Por meio de sua assessoria defendeu a união do segmento para que a fase crítica possa ser superada o mais rápido possível para conseguirem trabalhar com maior tranquilidade.
"Eu acho de suma importância que todos cumpram as novas medidas rigorosamente para, assim, evitarmos a proliferação desse vírus miserável. Considero de tamanha prudência e responsabilidade a decisão do governo do Estado. Todos nós diretores, gerentes, funcionários dos shopping centers de Alagoas vamos nos unir e, de mãos dadas, contribuir para minimizar a quantidade de acometidos pela COVID-19. Vamos superar essa pandemia", afirmou o empresário.
Silêncio
Duramente impactado na capital e no interior, o comércio terá que se adaptar nos próximos 14 dias para evitar aglomerações. As lojas irão funcionar com horário restrito, mas ficarão com portas fechadas nos finais de semanas e nas segundas-feiras. A mudança irá afetar de modo decisivo o movimento, as vendas e consequentemente a renda dos lojistas.
A reportagem da Gazeta Digital procurou ouvir a Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomercio), mas foi informada que a entidade só deve se manifestar nesta quarta-feira. O segmento, que é o que mais emprega e arrecada impostos prefere ponderar sua posição oficial.