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AGRESTE E SERTÃO SENTEM POUCOS EFEITOS DA FASE VERMELHA

Número de casos nos municípios segue alto mesmo após duas semanas de restrições nessas regiões

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Feiras livres podem começar a ser suspensas pelo interior do estado para contar a Covid
Feiras livres podem começar a ser suspensas pelo interior do estado para contar a Covid -

A situação de recuo para a fase vermelha, em todo o Estado, é a penúltima tentativa do governo Renan Filho (MDB) para tentar conter o avanço da pandemia, em número de casos, internações e mortes. A última saída seria o lockdown, com fechamento radical de todos os setores, sem direito a horário alternativo. Em Santana do Ipanema a esperada redução no número de casos de Covid-19 não veio, o que tem preocupado a prefeita Christiane Bulhões (MDB). Segundo contou, por telefone, a situação do contágio na cidade, independente do fato de receber no hospital regional Clodolfo Rodrigues, pacientes de outras cidades é de crescimento. Como médica, lamentou o fato de ver a contaminação aumentar, por isso anunciou em suas redes sociais novas medidas que começaram a valer na última sexta-feira até 30 de março. “Infelizmente, não tem queda. Como médica reconheço que enquanto não tiver vacina essa situação não mudará. Estou muito assustada com o que estou vendo nos hospitais. São muitos casos e, inclusive, de pessoas jovens. Ainda não suspendemos a feira livre, mas estaremos orientado as pessoas. Se não mudar mais esta semana até isso teremos que mudar”, disse Christiane. A prefeita lembra que assim como as famílias afetadas, sabe bem o que a doença provoca, pois sua família foi atingida com a morte do seu pai, o ex-prefeito Isnaldo Bulhões, que faleceu no ano passado. No dia 8 de março, um dia depois do anúncio do decreto que colocou o sertão na fase vermelha, a unidade hospitalar estava com 100% de ocupação na UTI e nos demais leitos destinados aos pacientes com Covid-19. À época, a cidade tinha 2.887 casos confirmados, enquanto que a atualização no último dia 19 subiu para 3.143, correspondendo a 256 confirmações dos casos represados. O esforço das equipes, que tinham 54 casos ativos e 97 suspeitos no início do decreto e ontem estavam com 64 ativos e 86 suspeitos, foi intenso e apenas um óbito foi registrado. Desde que a doença chegou à cidade foram 46 mortes.

DELMIRO GOUVEIA

Ainda no sertão, vem uma notícia com certo alívio. A cidade investiu no monitoramento preventivo da doença com a intensificação dos testes. Com isso obteve um mapeamento se antecipando a procura da população da própria rede, o que viabilizou também um planejamento diferenciado. Conforme informaram as autoridades isso ocorria antes do decreto e foi intensificado quando entrou em vigor. Deste modo, mesmo antes do fechamento do período já é possível identificar que houve queda e, principalmente, controle da situação. A informação foi dada pela secretária municipal de Saúde, Geonice Peixoto. “Iniciamos 2021 já realizando uma grande batalha contra a Covid-19. Investimos em mais testes rápidos, em uma nova Central de Triagem e, desta forma, conseguimos ser mais eficientes com o rastreio da doença. Com a chegada do Decreto Estadual que sinalizou a região do sertão em bandeira vermelha, aproveitamos para intensificar as ações. Após os dias do decreto foi possível verificar a redução do número de pacientes ativos e na taxa de transmissão. Este segundo decreto deve contribuir ainda mais para esta redução e melhor controle da doença, aliviando a rede municipal de saúde”, disse Geonice. A situação não pode ser considerada normalizada. Para ela, a vigilância tem que continuar, uma vez que o comportamento do vírus tem um componente social muito importante. Sendo assim, o trabalho continua com a mesma força dos primeiros dias, afim de acompanhar caso a caso. “Como sempre destacamos no município é preciso a compreensão e participação da população. Pior que o vírus é a falta de consciência”, completou a secretária para a reportagem. No período foram notificados 122 casos, numa média do número de casos ficou em 10,1 por dia. Esse número, porém, não provocou descontrole no número de leitos disponíveis. O mais importante a ser destacado é no período de 12 dias foram registrados três óbitos.

AGRESTE

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A principal cidade do Agreste, Arapiraca, de acordo com as autoridades de saúde, mesmo com duas semanas ainda não é possível pontuar ou avaliar com segurança se as medidas de fato deram resultado. Isto porque somente com a compilação dos números do período é que a avaliação será feita pelas autoridades. Essa foi a posição apresentada pelo enfermeiro e sanitarista, Evandro Melo, que coordena o Monitoramento, Análise e Informação. Por meio da assessoria, ele enviou o seguinte comunicado: “De acordo com o coordenador de Monitoramento, Análise e Informação em Saúde, o enfermeiro e sanitarista Evandro Melo, ainda é relativamente cedo para que esse questionamento seja respondido com dados. Geralmente, o impacto de qualquer ação, como é o caso do retorno à Fase Vermelha, só consegue ser avaliada a partir de 14 dias após a sua implementação”, explicou. Nas redes sociais da prefeitura há registros de que até no dia 7 de março existiam 18.363 casos confirmados, contra 20.001 no dia 18, um aumento de 1.638 novos casos confirmados. Os óbitos também aumentaram. No início do decreto estavam registrados 309 mortes e no último boletim 333, portanto um aumento de 23 óbitos. A média de internação nos últimos 12 dias foi de quase 34 (33,8 pacientes).

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